terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nossa Condição no Mundo...II


Google Imagem

... Ontem, enquanto fazia o percurso no centro da cidade rumo ao trabalho, me senti no meio de um formigueiro humano (e estava no meio de um!). Pessoas indo, pessoas voltando, muitas entrando e outras tantas saindo dos lugares, algumas se falando, outras se olhando, muitas se ignorando, muitas cabisbaixas, algumas observando (algo ou alguém)... 

Eu, em meu percurso, as observava e pensava... Confesso que me senti esquisita, estranha, como se não fizesse parte daquela paisagem humana em ebulição.

Creio que este sentimento se deveu ao fato de poder observá-los e indagar-me sobre nossa condição no mundo, e de cada um diante de si..., inclusive sobre minha própria condição... Sei que isto, de observar e observa-me, de indagar e indagar-me, não acontece o tempo inteiro com muita gente...

Afinal, estamos, invariavelmente, pensando em muita coisa, querendo e desejando muita coisa, correndo atrás de muita coisa..., sem que isto (o pensar, o querer) recaia sobre nós próprios e nos faça pensar no modo como nos conduzimos (e somos conduzidos), nos mantemos (e nos deixamos manter) no mundo...

Google Imagem


ACASO (NOS) PERGUNTAMOS sobre o que verdadeiramente damos importância, sobre o que importa e faz sentido enquanto aqui estivermos?

Que consciência temos de nós mesmos?

Em que sentido olhamos, para fora ou para dentro de nós?

Em algum momento de nossa vida colocamo-nos questões dessa natureza? Que respostas obtemos?...


É certo que perdemos muito tempo preocupados com “nosso” futuro, fazendo nossos projetos, revirando nossos medos, remoendo nossas culpas, alimentando nossas mágoas, centrados em nosso umbigo, correndo contra o tempo, para “ter” tempo o bastante, de viver bem e gozar o que conquistamos (ou conquistarmos)...

No entanto, iludimo-nos em pensar que temos o controle sobre qualquer coisa. Iludimo-nos em pensar que temos um futuro em vias de se efetivar mediante nossos projetos, planejamentos e ações. Iludimo-nos por pensar que o tempo nos pertence ou que podemos dispor dele, agora ou depois...

Vivemos a ilusão de pensar, achar ou afirmar que “podemos”, ser ou fazer o que decidimos (decidirmos)... Se acontece/acontecer de algo sair como objetivamos ou (supostamente) prevíamos, não foi/será por nosso querer, mas por força de uma Vontade Maior e Superior.

Convém pensar sobre isso... Convém ter consciência do que verdadeiramente somos e do que efetivamente nos convém e é devido ser.

Usee

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Verdade, ignorância, escolha



Google Imagem


Quando alguém conhece, 
reconhece e sente(verdadeiramente) 
a Verdade em seu Ser, 
dela não se aparta, haja o que houver.

Uma vez que exista ciência a evidência da Verdade, 
não é por ignorância que nos afastamos dela, 
afastamo-nos por escolha.

Usee


A verdadeira mudança vem de dentro...


  
Foto: Usee


A verdadeira mudança vem de dentro para fora...


Acontece quando o “sentir” acusa junto ao nosso interior (ao nosso Ser) que algo ou alguma coisa, que diz ou disse respeito a nossa vida (a nós), foge ao que então se impõe/se evidencia como Verdade – como Valor Superior.

A prova mais cabal da mudança são os propósitos e o caminho que se escolhe e acolhe...

É quando estes estão em consonância com esta Verdade/Valor Superior. Mas, só quem passa pela mudança sente e sabe, onde e como mudou...

Entretanto, invariavelmente, temos que nos submeter a avaliações e julgamentos que, não raro, se alimentam de suposições, antecipações e ceticismos, quanto à mudança efetuada...

É mais fácil medir e pesar, do que observar e estar atento a mudança do outro.

Fato é: ninguém conhece o outro por dentro nem é capaz de medir seu interior. Seguramente, nem de longe conhece suas intenções ou/e disposições... Dificilmente saberá onde e como o outro mudou.


Usee


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Ser se manifesta...




É o SER que manifesta indignação em meio a tanta contradição”.
(Canalizado por LUZ DA ALMA, em 19.02.2012).



O Ser se manifesta e se evidencia também pela indignação!

Ao manifestar-se reclama a integridade à (de toda) Criação, uma vez que foi pela corrupção desta integridade que a humanidade produziu tanta contradição, e por aí se distanciou do Ser, apartou-se do AMOR...!  

Usee


LUZ, VERDADE, SER...



Quando nos entregamos à Sabedoria Divina passamos a olhar para dentro de nós mesmos, e sentir sua Verdade atuando e indicando o caminho...







Me foi pedido que eu dissesse o que entendo por “Verdade”, “Luz”, “Ser”, “Consciência”, “Entendimento”, já que estes conceitos, juntamente com a mensagem que eu desejava passar, precisavam ser compreendidos por quem viesse ler as reflexões que tenho deixado neste blog.

Confesso que fiquei sem jeito diante do pedido, porque além de sua Natureza [de ser essência, de ser conceito, de ser ideia, de dizer respeito ao espírito (ao nosso lado espiritual)], “Verdade”, “Luz”, “Ser”, “Consciência”, “Entendimento”, sei que não podem ser explicados do mesmo modo e com a mesma facilidade com que explico, por exemplo, que aquela flor é vermelha, que o fruto é amarelo, que seu sabor vai do doce ao azedo e que por isso é “aquela fruta”, e a flor é “aquela flor”...

A Natureza desses conceitos está apenas para o “sentir”, evidencia-se ao Ser pelo sentir, e o inunda com esta evidência. A experiência da Verdade, assim como a experiência da Luz, se dá pela evidência, uma evidência espiritual, não material.

A “Consciência” e o “Entendimento”, por sua vez, além de constituir a capacidade que temos para “reconhecer” a evidência da Luz e da Verdade, constituem também o instrumento que nos conduz e faz estar atentos, observando-as.

O “Ser”, sinto,  revela-se e se impõe a nossa existência terrena. É o lado espiritual que nos firma no mundo enquanto aqui estivermos, é a “essência” do nosso “Eu”, da nossa existência encarnada, é o lado espiritual que nos faz ser o que de verdade somos, é Luz e Verdade, se expande pela Luz  e pela Verdade Divina... Pelo nosso “Ser” nos ligamos a toda Criação e nos irmanamos a Ela, numa Unidade.

É assim que sinto, por aí vai o meu entendimento; o entendimento que brota do meu Ser e o faz ciente...







Aquele que se alimenta da Sabedoria Divina, e se conduz pela Luz, sente e sabe o que fazer, o que dizer, como atuar, sabe amar e sabe estar... 












Então, do que “sinto”, a partir do entendimento que tenho, há uma Verdade e Ela é Luz. A Verdade é a Luz sobre a qual nosso Ser se encerra e para a qual converge. Esta Verdade, esta Luz, é Una e Eterna. E é Divina Sua Natureza.

É por este “sentir” e por este “entendimento” que tenho afirmado em algumas das minhas reflexões, que é preciso que nos voltemos para o nosso Ser e nos juntemos a Ele (uma vez que dele nos apartamos e distanciamos de todo jeito...), que é preciso que estejamos em consonância com Sua Verdade, e que, além disso, é preciso tomar Seu caminho e então realizar o que nos cabe e o que nos é devido.

Para que assim o façamos, é preciso reconhecer e estar consciente que o Ser é, sim, o Princípio sobre o qual nossa existência espiritual e física se assenta (Ver postagem do dia 08.02.2012). 

O não reconhecimento do Ser enquanto Princípio incide em sua negação e na alienação a outros valores não espirituais (que nos conforma a este mundo material).

A falta de consciência e entendimento do que cabe ao nosso Ser, afasta-nos de (Sua) Verdade e da Luz. 

Portanto, é pelo reconhecimento, entendimento e consciência – nesta tríade necessária –, que compreendemos a Luz, a Verdade, o Ser....


 Usee




quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

"Consciência"



Fora da consciência do Ser 
(nosso e do Todo – de tudo que é fruto da Criação Divina 
e governado por Sua Vontade) 
não há verdadeira consciência.
O que há é a ilusão de que se é consciente; 
uma pseudo consciência do que se é 
enquanto personalidade (nunca enquanto Ser). 
Esta ilusão afigura e revela nossa condição de “ser  
no e para o mundo” e nossa ignorância... 
Revela o apartamento do Ser.

Usee


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nossa existência



             O Universo, a Criação,
           encerram o sentido de nossa existência.

          E nós, mesmo em nossa finitude terrena,
          somos a parte visível que o traduz;
          que torna compreensível Sua existência.

           É através do entendimento e da consciência
           que somos colocados diante desta Verdade,
           que nossa existência ganha sentido e finalidade.



                                                                                                    Usee


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nossas Cascas... II




Ontem recebi em minha casa uma visita, muito especial, de um serzinho (bebezinho) praticamente puro em sua existência terrena (digo praticamente porque ele ainda não recebeu a carga de formatações que o mundo nos dá).
Sua presença me fez pensar muito em minha (nossa) condição de “humano” neste mundo. Ao mesmo tempo, me fez entender, refletir e, no fim, reconhecer com mais propriedade as “cascas” todas que absorveram e ainda absorve meu (nosso) Ser.
Confesso que no fim do dia fui tomada por uma espécie de “angústia”, por reconhecer-me impotente, suscetível e modificada em minha essência, por não ter podido, por muito tempo, reagir, tomar o caminho do Ser, da Verdade, da Luz (do que verdadeiramente importa e dá sentido a minha existência neste mundo). Angústia por me dar conta que ainda estou/sou refém desta condição, que ainda fraquejo diante de certas conformações e pensamentos...
Tenho como certo que, num determinado momento de nossa vida aqui, estivemos limpos das aderências, das conformações, das formatações; das “cascas” que (se) grudaram em nós. Estivemos limpos de crenças, de um modo de pensar, de egoísmos, hipocrisias, cinismos, dogmatismos..., dos valores todos que nos conduziram até aqui e que, só mais tarde, bem depois de nossa incorporação, passaram a nos marcar  e desviar de nosso Ser e do papel primordial (de aprendizado e entendimento) que nos cabe neste mundo.
Por isso, não nos damos conta de que só estando “entregue ao nosso Ser” é que voltamos a experimentar alguma condição de pureza...(até que esta possa ser plena).
Esta entrega não constitui tarefa fácil, exige entendimento, escolha, responsabilidade, implica aprendizado, reconhecimento, desapego... Implica o abandono daquela condição de ser que nos foi “dada” pelo mundo, pelas vivências, pela conveniência e interesses. Implica, ainda, que estejamos cientes e conscientes do que nos caber ser, do 'que' e 'como' é preciso ser para estar em consonância com a Luz, com a Verdade...

[Usee]
Direito Reservado




Parêntese II


Foi uma noite confusa... Eu não estava em meu lugar... Estava ausente de mim, distante do meu Ser..., momentaneamente imersa num mundo que não me cabia mais, entregue a pensamentos egoístas e céticos, em relação a pessoas e sentimentos...
Algo havia de me ser mostrado. No fim das contas tive este entendimento...





(... Experimentei dois lados, passei de uma condição a outra e as reconheci como inerentes ao momento em que me encontro; ao que estou vivenciando... Foi um sonho... Eu estava sonhando...
... Angustiava-me minha insônia..., me angustiavam os pensamentos recorrentes, dos quais não conseguia me esquivar por muito tempo, enquanto virava de um lado para o outro... Permaneci assim por muito tempo... Num dado momento, senti que saía do meu corpo... Fiquei confusa, achei esquisito..., mas não senti medo. Olhei para trás, percebi que me distanciava dele, estendido sobre a cama... A minha frente uma planície verdosa se estendia extensamente até findar no horizonte, ao pé de montanhas azuladas pelo contorno com o Céu limpo e azul... Eu estava flutuando sobre esta planície... O sentimento inicial de confusão e estranheza havia cedido lugar à sensação de leveza, conforto e integridade... Eu me sentia em mim.
Era como se eu sempre estivesse ali, naquela condição, naquele encontro com o Todo; plena em mim e comigo... Aliás, era o único pensamento que me ocorria, era a única sensação que sentia...
... Abruptamente me peguei sentada na cama, em minhas mãos um galho de avenca verdinho...
Fiquei confusa e intrigada com a volta repentina ao meu corpo e por estar segurando aquele galho de avenca. Afinal, em nenhum momento havia pisado no chão daquela planície... Eu me perguntava e ponderava sobre o que poderia significar...



Perguntei a minha filha, que neste momento entrava no quarto (usando um fone de ouvidos e cantando qualquer coisa, sem dar atenção ao que eu perguntava), o que poderia significar eu ter voltado ao meu corpo trazendo aquela avenca, depois de ter saído dele e flutuado, como havia acontecido...
Sem resposta, sem a atenção dela, fiquei pensando e pensando...
Esta situação (de ter retornado com a avenca nas mãos, bem como de me intrigar e de fazer perguntar a minha filha) foi também parte do sonho... Também o foi ficar ali, sentada sobre a cama, e por muito tempo, ponderando o que isto queria dizer, o que podia significar...)

Devo ter ficado bastante tempo assim, até acordar...
 [Usee]





sábado, 18 de fevereiro de 2012

Olhar sobre meu Eu...I




Sob qual perspectiva se dá o entendimento que temos de nós?
Compreendemo-nos "com", "para", "nos" ou "sem" os outros?

Quando "tentamos" falar do nosso "Eu" (do modo como nos compreendemos), o fazemos num esforço de nos colocar diante do “outro” (dos outros), diferente dele...
A necessidade que temos de caracterizar-nos traduz a tentativa de nos “colocar” num lugar só nosso; em separado, de dizer que somos únicos em nós mesmos, que somos uma individualidade e que estamos centrados numa pessoalidade que nos pertence apenas.
No entanto, o esforço de nos (a)firmar enquanto existência em separado; apartada dos outros, pertencente unicamente a nós, ao tempo que nos revela nos anula...

É certo que sou única enquanto Ser (enquanto essência). É certo que meu "Eu" é doador de um sentido que só a mim pertence (pertence a meu Ser). Mas é certo, por outro lado, que não encerro em mim o sentido de minha existência, de minha pessoalidade, do meu Ser.
Significa que "só" posso compreender-me na minha relação com o outro – que sou parte indivisa do Outro que "me" põe em relação...inclusive comigo mesma.

Se tento (a)firmar-me enquanto existência separada, impossibilito-me de compreender-me...

Para compreender-me, para encontrar-me diante de mim, para (a)firmar-me enquanto pessoalidade (para afirmar o meu eu), preciso, antes, situar-me “entre” os outros  e “diante”  do Todo.

[Usee]
Direito Reservado




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nossa memória nos suprime...


Nossa memória, longe de nos revelar, anula nosso verdadeiro “eu”, suprime nosso Ser...

Quando me pego pensando na capacidade que temos para guardar as coisas, acontecimentos, imagens, ideias..., penso que há um outro lado que não consideramos...

Nossa caixinha de recorrência!

É pelo fato de possuí-la que vamos “guardando” o que nos chega, o que percebemos, o que passamos a pensar, o que vivemos ou vivenciamos... Quando é necessário, quando algo, alguém ou alguma situação exige, trazemos à tona o que estava guardado. Muitas vezes, sem muito esforça, outras vezes com algum esforço..., o certo é que recorremos a nossa “caixinha” e tiramos de lá o que temos ou precisamos tirar, para conferir a algo, alguma situação ou ideia, um significado.
Estou a falar de nossa memória. É ela a nossa caixinha de recorrência! É por conta dela que construímos, reconstruímos e damos significado a nossas vivências, do passado e no presente. É por conta dela que esboçamos nosso conhecimento, que constituímos nosso entendimento, que nos tornamos seres históricos, etc.
Todas as outras capacidades que temos são servidas pela memória e recorre a ela para se nutrir (pensamento, raciocínio, reflexão, imaginação...). Por causa dela inventamos, projetamos, criamos, sonhamos... Por esse motivo, até ganhamos distância dos demais seres...

Maravilhoso pensar nisso tudo! Maravilhoso pensar que temos esta capacidade!
[Bom, tem gente que nem pensa!]

Mas não é isso que importa aqui. Quando falei no início que me pego pensando neste assunto, é porque me deparo muitas vezes com algo que me intriga e faz refletir.

Não é curioso o fato de que nossa memória, ao tempo que guarda todas as percepções e impressões que temos durante nossa existência/vida pregressa, ao tempo em que se agiganta e nos serve de forma incomensurável, encobre, oculta e minimiza o que verdadeiramente nos constitui: nosso Ser, nosso Espírito?
Não é igualmente curioso o fato desta evidenciar especialmente nosso lado material (incluindo aí todos os aspectos da materialidade).?

Mas nós não nos constituímos exclusivamente pelas percepções e impressões advindas deste mundo (palpável, material). Antes de sermos seres materiais, somos seres espirituais e continuaremos a sê-lo, quando daqui partir...!
Se pensarmos bem, podemos nos dar conta de que nossas lembranças, aprendizados, pensamentos, ideias, etc. (que nos advém pela recorrência à memória) suprimem nossa condição de ser espiritual e evidenciam nossa condição de ser material...Daí o fato de nos voltarmos mais para este lado.

Acontece, porém, que lado material cessa quando daqui partimos. E o que fica em seu lugar? Para onde vão as vivências todas e tudo aquilo que a memória guardou? Vira pó?

Convém pensar nisto com cuidado...!


Convém pensar com muito cuidado!!

[Usee]

Direito reservado




Parêntese


Foto: Usee
                                                                                                  
                                             
(... Encontrava-me num lugar onde nunca havia estado, e fazia um caminho por onde nunca havia passado... Era uma subida de terra batida, relativamente curva. Do lado direito a paisagem, marcadamente natural, chamava a atenção pela vegetação extremamente verde e pela talha feita na terra. Do lado esquerdo outra paisagem, modificada por uma plantação de eucaliptos, se perdia de vista... Ali os raios do Sol eram entrecortados pelas árvores, formando uma imagem de tirar o fôlego. No entanto, o que se mostrava para mim, com mais veemência, eram as pessoas que se encontravam ao longo da estrada, as dezenas. Eu não as distinguia claramente, no entanto, dava para perceber que se vestiam igual; mesmo tipo de roupa e mesmo tom de cor.
Enquanto avançava estrada acima, fazendo uma espécie de ziguezague entre elas para não atingi-las com o carro, observava e me intrigava com o fato destas permanecerem inertes com suas mãos estendidas, como que pedindo, sem nada falar  ou esboçar outra expressão...
Tive este sonho há praticamente uma semana. Desde então, não passa um só dia sem que pense nele. Nunca antes um sonho me tomou/chamou tanto a atenção... E não são os detalhes que me levam a pensar, mas o fato de tê-lo sonhado, exatamente assim. Sinto que há um significado que “preciso” captar, mas não consigo fazê-lo.).

 [Usee]

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Certeza


Hoje,
Diferente de ontem,
Posso abraçar-me
Sentir o conforto e a maciez
De minha tranquilidade...
Posso somar-me e acrescer-me
Na certeza que me faz
Ciente de mim.

Hoje,
diferente de ontem,
Eu sei de mim...
Sei e me encontro
Comigo;
 Em sintonia
Com meu Ser.

[Usee - Poema Comum]



Direito reservado

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O QUE É SER UM OBSERVADOR?- Revisto




                         

O QUE É SER UM OBSERVADOR?- Revisto

Neste caminho da busca do SER Cosnciente, devemos aprender/observar alguns pontos que nos permitem, que o equilíbrio esteja atuante em nossos passos.

SER UM OBSERVADOR é:

- É manter-se atento, tendo a “visão de fora”, sem permitir que o envolvimento ‘emocional’ interfira.
- É ter a consciência de que nada se encerra “aqui e agora” e que há uma ‘razão’ maior em muitos acontecimentos.
- É saber que não somos o “Senhor da Razão”!


- É saber "esperar", tanto para agir, como para obter a compreensão sobre os fatos.
- É não buscar ter o "controle", mas "saber controlar-se"!
- É se permitir perceber o que nos envolve, e poder dizer NÃO , ou até RECUAR.
- É se manter sereno e assim tomar a atitude devida ou definitiva, dentro do que é “apontado pelo SENTIR”.
- É não ceder, na “luta diária”, ao “nosso querer personal” ou ao dos outros.
- É ser determinado nos ideais (consciência e entendimento), sem porém, impô-los aos outros.
- É "ofertar" um caminho, aceitando a "escolha" pelo outro.
- É Ser firme, mas não duro (bambu). Mantendo acesa a ALEGRIA de aqui ESTAR.
- É procurar ser o mais invisível possível aos olhos humanos (tendo a “ciência” que aqueles que também buscam, lhe verão).
- É se manter atento e disponível, ao que lhe é ofertado ou solicitado.
- É se lembrar sempre da nossa ignorância e pequenez, diante do TODO.
- E é também, ser implacável nas atitudes, de não permitir a ausência da Luz, ou a tentativa alheia de ofuscá-la. Não temendo a batalha, se ela, assim, se apresentar.


- É, enfim, ser alguém maior do que o fomos até hoje, atuando com e pelo AMOR, PODER e ORDEM DIVINA.

ArqueiroHur
http://arqueirohur.blogspot.com/
Agradeço a gentileza da cessão



Nossos desejos e querer




Desejamos o que está fora de nós, o que, muitas vezes, está distante do nosso alcance. 
Neste sentido conduzimos nosso querer, nossos sonhos, escolhas... e esquecemos o que efetivamente nos pertence e é só nosso. Ausentamo-nos do nosso lugar comum, não nos buscamos, nem nos queremos com a mesma força e desejo com que queremos ‘coisas’... 
Por aí, inevitavelmente, nos tornamos “coisas”... (nos tornamos coisas embrulhadas em coisas, coisas querendo coisas, coisas consumindo coisas...).

 [Usee]



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

"Minhas projeções...Minhas vontades"




Eu sempre quis muita coisa, sempre planejei ter e fazer muita coisa. No entanto, o que eu quis ou planejei ter e fazer (sempre) me fugiu... Nunca nada aconteceu exatamente do jeito que eu queria ou planejava... Mas eu ali, sempre “querendo” que “o meu querer” prevalecesse e se realizasse... Como isso não acontecia, vinham as frustrações, a revolta, o desânimo, o sentimento de impotência, as reclamações...
Meu sentimento muitas vezes era que Deus havia se esquecido de mim (eu que era tão boa, tão solidária, tão generosa... haveria de receber algo em troca: meus projetos e meu querer realizados). Outras vezes, me resignava e conformava, dizia a mim mesma que o que era meu viria no tempo certo... (afinal tinha o merecimento).
Minha necessidade, meu querer e desejo sempre foram mais importantes, ainda que não admitisse. Por isso importava a mim, vê-los realizados, não aos outros. Também não me importavam os outros... Ah! Ainda agora, escrevendo sobre isso, digo a mim mesma que não era assim; eu não era nem sou egoísta assim... Mas, quando foi que não quis “impor” meu querer? Quando foi que não fiz planos e fiz de tudo para vê-los realizados? Quando foi que aceitei “na boa”, quando algo não saiu ou saia do meu jeito; do jeito que eu queria? Pensei em quem mais, além de mim?...
Penso que com muita gente, se com não toda, acontece assim: seu querer e desejo é que  lhe move, só a isto dá importância, aliás, demasiada importância (vive em função disto).
No entanto, nada do que desejamos ou queremos tem outra natureza senão a material. Queremos coisas, desejamos coisas, planejamos e empreendemos para ‘ter’ coisas ou ‘condições materiais’ “de” vida... O tão falado “conforto” que, em geral tem por base o supérfluo, nos serve apenas para ostentar...

É isto que verdadeiramente importa e faz sentido?

Não me cabe julgar ninguém. Nem desejo fazê-lo. Importa-me voltar para mim mesma e perguntar, do que isso me serve (serviu) e onde me leva (levou). Cabe-me avaliar para que minhas atitudes me serviram, para onde me levaram, afim de não repeti-las. Cabe-me observar como as coisas se dão, suas consequências, e entender, e aprender...para não repetir.
Sou livre para escolher um caminho, cada um de nós o é. O caminho que faço agora é fruto de minha escolha e do meu entendimento, não do meu querer ou desejo (eu poderia desejá-lo e querê-lo, sem no entanto escolhê-lo... Eu poderia “ceder” a uma imposição, a uma orientação, por medo, por subordinação, e me tornar fanática, segregar, me julgar melhor...). Não é o que faço ou farei...
Sou movida hoje por um entendimento ao qual me atenho e observo. Através dele decido escolher e acolher meu Ser; escolher o que verdadeiramente sou. Afinal, a natureza que  determina meu ser desde a origem; desde a criação, não é a material, mas a espiritual, antes de ser matéria sou espírito... Então, não é pela matéria (nem pelo conforto material) que me tornarei “íntegra...” no meu Ser.

Não é o caminho do “ter” que agora escolho...Não é mais o meu desejo e o meu querer que determinam minhas escolhas...

[Usee]