terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nossa Condição no Mundo...II


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... Ontem, enquanto fazia o percurso no centro da cidade rumo ao trabalho, me senti no meio de um formigueiro humano (e estava no meio de um!). Pessoas indo, pessoas voltando, muitas entrando e outras tantas saindo dos lugares, algumas se falando, outras se olhando, muitas se ignorando, muitas cabisbaixas, algumas observando (algo ou alguém)... 

Eu, em meu percurso, as observava e pensava... Confesso que me senti esquisita, estranha, como se não fizesse parte daquela paisagem humana em ebulição.

Creio que este sentimento se deveu ao fato de poder observá-los e indagar-me sobre nossa condição no mundo, e de cada um diante de si..., inclusive sobre minha própria condição... Sei que isto, de observar e observa-me, de indagar e indagar-me, não acontece o tempo inteiro com muita gente...

Afinal, estamos, invariavelmente, pensando em muita coisa, querendo e desejando muita coisa, correndo atrás de muita coisa..., sem que isto (o pensar, o querer) recaia sobre nós próprios e nos faça pensar no modo como nos conduzimos (e somos conduzidos), nos mantemos (e nos deixamos manter) no mundo...

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ACASO (NOS) PERGUNTAMOS sobre o que verdadeiramente damos importância, sobre o que importa e faz sentido enquanto aqui estivermos?

Que consciência temos de nós mesmos?

Em que sentido olhamos, para fora ou para dentro de nós?

Em algum momento de nossa vida colocamo-nos questões dessa natureza? Que respostas obtemos?...


É certo que perdemos muito tempo preocupados com “nosso” futuro, fazendo nossos projetos, revirando nossos medos, remoendo nossas culpas, alimentando nossas mágoas, centrados em nosso umbigo, correndo contra o tempo, para “ter” tempo o bastante, de viver bem e gozar o que conquistamos (ou conquistarmos)...

No entanto, iludimo-nos em pensar que temos o controle sobre qualquer coisa. Iludimo-nos em pensar que temos um futuro em vias de se efetivar mediante nossos projetos, planejamentos e ações. Iludimo-nos por pensar que o tempo nos pertence ou que podemos dispor dele, agora ou depois...

Vivemos a ilusão de pensar, achar ou afirmar que “podemos”, ser ou fazer o que decidimos (decidirmos)... Se acontece/acontecer de algo sair como objetivamos ou (supostamente) prevíamos, não foi/será por nosso querer, mas por força de uma Vontade Maior e Superior.

Convém pensar sobre isso... Convém ter consciência do que verdadeiramente somos e do que efetivamente nos convém e é devido ser.

Usee

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