quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nossas cascas...




Estive pensando numa imagem de minha infância... A imagem de um réptil que trocava de pele; deixando para trás uma “casca” transparente. Lembro-me que ficava intrigada, sem saber por que acontecia, só bem mais tarde, na minha meninice, vim saber de que animal se tratava e porque a troca de pele.
Outros seres também deixam suas cascas perdidas em algum lugar em certo momento da vida, outros, ainda, são revestidos de cascas, como proteção, e se mantém assim...

Mas, e as "nossas cascas", por que as mantemos?

...Não pude deixar de fazer uma analogia, e me colocar uma pergunta: porque nós, que nos revestimos tanto, de tantas cascas, não conseguimos deixá-las perdidas por aí?

É certo que temos nossas cascas...

Desde muito cedo somos revestidos e nos revestimos de valores, crenças, certezas, hábitos, manias, preconceitos, etc. e vamos deixando tudo isso grudar como uma ‘segunda pele’ (cada vez mais aderente), que passa a fazer parte de nós como se fosse nós próprios, e acaba por determinar o que, só aparentemente, somos.
Somado a isto, nossos medos, decepções, agonias, egoísmo, arrogâncias, etc. também vão se colando, feito ‘casca sobre casca’..., sem que tenhamos o entendimento de que tudo isso nos aparta do que verdadeiramente somos, constituindo uma “pessoalidade” que não é a nossa.

O que verdadeiramente somos...!?

Somos nosso Ser! E é ele que deve constituir e determinar nossa pessoalidade; nosso jeito, nossa singularidade, e por aí, nossa Unidade com toda Criação.
Para isso, é preciso que voltemos para nosso interior – nosso Ser –, que aí busquemos o entendimento, e nos revistamos... Que assim possamos abandonar nossas cascas...


[Usee]

Direito reservado
     




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