sábado, 18 de fevereiro de 2012

Olhar sobre meu Eu...I




Sob qual perspectiva se dá o entendimento que temos de nós?
Compreendemo-nos "com", "para", "nos" ou "sem" os outros?

Quando "tentamos" falar do nosso "Eu" (do modo como nos compreendemos), o fazemos num esforço de nos colocar diante do “outro” (dos outros), diferente dele...
A necessidade que temos de caracterizar-nos traduz a tentativa de nos “colocar” num lugar só nosso; em separado, de dizer que somos únicos em nós mesmos, que somos uma individualidade e que estamos centrados numa pessoalidade que nos pertence apenas.
No entanto, o esforço de nos (a)firmar enquanto existência em separado; apartada dos outros, pertencente unicamente a nós, ao tempo que nos revela nos anula...

É certo que sou única enquanto Ser (enquanto essência). É certo que meu "Eu" é doador de um sentido que só a mim pertence (pertence a meu Ser). Mas é certo, por outro lado, que não encerro em mim o sentido de minha existência, de minha pessoalidade, do meu Ser.
Significa que "só" posso compreender-me na minha relação com o outro – que sou parte indivisa do Outro que "me" põe em relação...inclusive comigo mesma.

Se tento (a)firmar-me enquanto existência separada, impossibilito-me de compreender-me...

Para compreender-me, para encontrar-me diante de mim, para (a)firmar-me enquanto pessoalidade (para afirmar o meu eu), preciso, antes, situar-me “entre” os outros  e “diante”  do Todo.

[Usee]
Direito Reservado




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