terça-feira, 29 de outubro de 2013

O conforto do Universo


 
No “conforto do Universo” o Ser realiza sua essência, unifica-se.
Postagem original: 11/03/2012
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Cada Ser realiza sua essência e unifica-se, quando se entrega ao conforto do Universo...

Excetuando o homem ("que" e quando se  afasta de seu Ser), todos os outros seres realizam sua essência, unificam-se, cumprem a tarefa de estar aqui, de se fazer perceber, de evidenciar a Vontade Divina e demonstrar sua Natureza, realizando o que, em sua existência material, lhes cabe realizar.



(Para que servem as flores, as árvores frutíferas, os animais de todas as espécies, uma rocha, as águas, etc.?). 



Cada Ser cumpre uma tarefa enquanto estiver aqui, dá prova do que lhe cabe e insiste e fazê-lo, exceto quando impedido pelo homem ou pelo efeito de suas ações e do que estas produzem... 
 

(Quem nunca observou, uma árvore cortada, cujo “toco” ficou fincado na terra? Insiste em brotar! Se, porém, o homem a arranca e queima, ainda assim, sua cinza ou seus restos, se misturam a terra, adubando-a, para que outras sementes brotem...)
 

Apenas o homem se afasta do que lhe cabe realizar! Arroga-se a controlar, escolher e decidir o que fazer, como fazer, quando fazer... 

Para ele, o conforto está no fato de dispor de si e de tudo que existe e usar como bem entender, de se afastar de seu Ser e anulá-lo pelo que faz e pelo que deixa de fazer.

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Desta forma, não sabe nem experimenta o conforto do Universo, o conforto de estar, de sentir-se acompanhado, unido, realizado em sua essência de Ser. 

Este conforto, só quem se entrega, ou procura se entregar, experimenta. Só quem tem a consciência do Todo, sente, sabe e experimenta... Porém, não é fácil fazer saber aos outros (homens)... Não é fácil para nenhum Ser, fazê-lo...

E por que isto acontece? Convém pensar...

E só para servir de exemplo..:

O que acontece quando alguém se encontra diante de uma cachoeira com uma queda d’água imensa? O que acontece quando num fim de tarde nos deparamos com um pôr de Sol lindo? O que acontece quando nos deparamos com uma flor aberta no meio do mato? E quando saboreamos uma laranja doce?...


Quando “admiramos” as coisas, as achamos bonita, etc. Acaso pensamos o porque de assim sê-lo? Acaso pensamos o porque de provocarem tal efeito ou o que isto quer significar?




Evidente que não! 

Nossas limitações (de toda natureza) não nos permite. E nós, cá do nosso lado, nos achamos “os tais” e nos colocamos acima (superiores a toda criação).

Entregues ao nosso egoísmo, afastamo-nos do que verdadeiramente importa, e buscamos companhia (igualmente humana) para fugir da solidão que este vazio (este afastamento do Todo) produz...

Porém, nestas condições, a solidão que experimentamos nunca, nenhuma companhia, coisa, bem, paixão, etc., vai por fim... 

Só no conforto do Universo, conscientes de que somos parte do Todo (e sentindo-nos parte do Todo), podemos nos sentir acompanhados...!

Usee

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