sábado, 28 de abril de 2012

Pequenos Pensamentos - CXLIV



Publicado em: quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


            O SER,
            não olha (não se impregna) para o externo,
            para o que os outros dizem (propagam), 
            pensam, fazem ou "falam".

            O SER vê ao TODO,
            observa e percebe
            a presença da Criação,
            sua obra e Divindade,
            em cada momento e situação.

            Pois Ele, SER,
            se SENTE no TODO,
            não nas atitudes humanas.
                                                            ArqueiroHur

http://arqueirohur.blogspot.com.br



O QUE SOU?


                                                        Google Imagem

Sou, em meu imaginário (no meu dia a dia...), aquilo que, referido a mim, me fez ou faz conhecida e reconhecida: jeito de ser, profissão ou atividade, papel social, etc.

Assim, quando alguém pergunta: “quem é você?” ou quem é “fulano/beltrano?”, a resposta é sempre no sentido do que em nós é “acessório”...

É por aí que “sou” quem (ou o que) penso ser... (é por aí que pensamos...).

Em geral, “somos levados” a projetar o que queremos ser, muitas vezes chegamos a ser “o que” (ou segundo o que) projetamos ser – e isso nos envaidece e assoberba.

Este acessório pode ser (ou é) aceito, total ou parcialmente. Daí as noções de integridade, beleza interior, moralidade, competência, determinação, etc. que nos conferem e que infla nosso ego (ou produz efeito contrário, quando o inverso nos é conferido).

Este modo/jeito de “ser” adere/cola tanto ao nosso eu, que acaba por nos “determinar” para nós mesmos e para os outros. Porém, nada mais é que uma incorporação proposital, eventual, acidental, que não “diz” ou “traduz” absolutamente “o que” sou ou “quem” sou de verdade.

É por aí que sou “vista”, valorizada (ou não), respeitada (ou não), avaliada, julgada, etc. É por aí que me “afirmo” e também me reconheço no mundo e diante dos outros.

Mas, O QUE SOU?

SOU, em (e) na verdade, o meu SER!
 [Esta é uma “tecla” em que teimo “bater”]



Uma vez “desperta”, a partir da consciência que adquiro, devo reconhecer-me e fazer-me reconhecida em meu Ser (e a partir Dele).

Por que então não o faço?

Por que não me reconheço “no” e “a partir” do meu Ser?

Por que insisto em me manter segundo os padrões, determinações, conformações e conveniências “acessórias” do mundo?

· Primeiro porque “me permito” ser na aparência o que não sou em essência. Por aí me encobrindo e distanciando de minha Natureza.

· Segundo porque “me recuso” a sair desta condição, me recuso a rever-me, a fazer o caminho de volta... Por aí me mantenho distante do meu Ser...

Ou seja,

Permaneço ignorando meu Ser, ignorando minha Natureza e Essência, e deixando de realizar o que devo realizar e de viver segundo a Luz/Verdade do meu Ser.
Usee


POR QUE QUEREMOS ESTAR NA LUZ? - Revisto


Publicado em: quarta-feira, 7 de setembro de 2011




POR QUE QUEREMOS ESTAR NA LUZ?


Quantos já não pediram e pedem isto?
E o que realmente nos leva a fazer este pedido.
Alguém, já se perguntou?

Ora, será que as plantas ou os animais também o pedem... 

Não, né?! 

Eles simplesmente o SÃO! Assim, como tudo o mais o É!

Qualificamos e damos “ordem de preferência” as plantas, por: seu aroma, utilidade em construção, propriedades medicinais, beleza e por aí vai...

Será então, que as “melhores” (no nosso prisma) pediram mais e assim foram atendidas pela Criação?...

Quando assumirmos a CONSCIÊNCIA do TODO, iremos perceber que atributos, tais como: curas, ensinamentos, canalizações e etc.; ou habilidades de: construtor, músico, cientista e tudo o mais, também o SÃO simplesmente!...

São Atributos oriundos do compromisso/contrato, assumido para estar neste Plano ( a real razão desta existência) e necessários para a realização das tarefas pertinentes ao tratado. 
Não fazendo de nada ou de ninguém em especial, superior ou melhor. Apenas SENDO!

Todos, de qualquer Reino, possuem este contrato/compromissopara aqui estar. Se doaram se propuseram para tal. 

E qual o Reino que menos o cumpre?

Assim, peçam LUZ! Mas não para se SER LUZ, pois, já o SOMOS!

PEÇAM LUZ, para poder honrar o seu compromisso/contrato com o TODO!

E sejamos em CONSCIÊNCIA neste AQUI e AGORA (com atitudes e propósitos), TODOS UM!

ArqueiroHur
http://arqueirohur.blogspot.com.br/2011/09/por-que-queremos-estar-na-luz-revisto.html

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um momento de escuta da Verdade do nosso Ser...


                                                                        Google Imagem

É comum, diante de algum acontecimento que foge ao imaginável, em relação às ações e atitudes do homem, escutar alguém perguntar indignado (ou perguntarmos):

“o que mais falta acontecer?”

Engraçado que as ações ou atitudes que geram as tragédias e chocam são sempre produzidas pelo homem. Nenhum outro ser as produzem. Além disso, tais ações e atitudes incidem danosamente tanto sobre os outros, seus semelhantes, como sobre os outros seres (sobre a Natureza inteira).

Nós, quando não protagonizamos diretamente o que causa indignação, o que fazemos além da “pergunta”? Acaso refletimos sobre a causa (ou causas) desses acontecimentos? Acaso buscamos compreender a gênese desta condição degradante em que nos encontramos? Acaso nos damos conta de nossa co-participação na origem e/ou sustentação/manutenção desta condição?
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Além de levantar estas perguntas e buscar respostas para elas, é importante compreender que a indignação que esboçamos é sintomática: sinaliza “desacordo”, sinaliza uma “violência” a uma “ordem” implícita nas coisas e na “humanidade” presumida em cada homem.

Acaso nos perguntamos de onde vem este “sentimento” que, para além dos padrões e formatações do mundo, indica o que é certo, verdadeiro e justo na esfera dos acontecimentos produzidos pelas ações e atitudes do homem?

Só pode vir do íntimo do nosso Ser!

Está nele, prescrita e assente como Verdade...

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Quando expressamos indignação, e quando esta não diz respeito aos nossos interesses ou perdas individuais, é sinal que ao menos por um instante escutamos a (esta) Verdade do nosso Ser...

[Esta é uma prova concreta da manifestação do nosso Ser e de que Ele nos liga ao Todo; a toda Criação e a Ordem Divina (uma ordem supra-humana plasmada no Ser; plasmada em cada Ser)]

Quando isto acontece é-nos dada a oportunidade de alongar esta intimidade com nosso Ser e com a Ordem Divina, pela reflexão, pelo aprendizado, pela revisão das nossas (próprias) ações, atitudes e condição.

Então, porque não o fazemos?

O “mundo” não deixa!

O mundo foi determinando e dirigindo nossos interesses, de modo a exacerbar a individualidade, o individualismo e egoísmo. Assim, aquilo que num momento provoca indignação logo se transforma em lamentação e caí no esquecimento.

Por sermos conduzidos por ele, deixamos de estar atentos a Verdade inscrita em nosso Ser. Como consequência, afastamo-nos de nossa essência, mantemo-nos da superficialidade da nossa existência, afastamo-nos da possibilidade de cumprir o que nos cabe enquanto aqui estivermos...

Usee

quinta-feira, 26 de abril de 2012



Quem experimenta estar consigo, experimenta leveza, tranquilidade, serenidade... Assume-se e reconhece-se em seu Ser, como parte indivisa e inseparável do Universo.

Esta experiência se converte em reconhecimento, sintonia e sinergia de si com o Todo...

É pelo equilíbrio que podemos experienciar este “estado de ser” e este “modo estar”, pois o equilíbrio anula a emoção e o descontrole e remove a névoa que embaça os olhos da alma, que endurece o coração, que nos distancia de nós.

 
Só a consciência, o entendimento e a clareza acerca de quem somos e do que nos cabe, pode nos levar ao equilíbrio e à intimidade do Ser...



E estas (equilíbrio e intimidade do Ser) não são condições ininteligíveis, pois materializam-se no e pelo sentir; quando há consciência e entrega a/de si...


Usee

domingo, 22 de abril de 2012

Corremos...para que?



Estamos sempre esperando retorno do que fazemos ou empreendemos. Vivemos em função deste movimento: fazer algo, esperar retorno, usufruir... E isto em todos os sentidos, pessoais ou não.

Além disso, é comum falarmos: “estou perdendo meu tempo”, “perdi meu tempo”, “foi tempo perdido”, “não vou perder meu tempo”, quando algo que fizemos ou algo em que estivemos envolvidos não nos rendeu o esperado ou não atendeu as nossas expectativas.

Corremos, corremos..., nos perdemos de nós mesmos em função de sonhos, planos, projetos..., entregamo-nos a uma luta desmedida em vista do “futuro”, do “conforto” e bem estar...

E para que?

A soberba nossa de cada dia nos impede de olhar além do nosso “mundo” e perceber os acontecimentos e as mudanças que tem ocorrido e estão ocorrendo (em todos os sentidos), inclusive em nós próprios.

Obviamente que temos mudado, e muito!

Nosso comportamento, nossas atitudes, nossos sonhos e projetos fazem “coro” ao “status”, à conjuntura, ao contexto, ao modismo..., “o que somos” vai sendo levado "pela maré" da “voga”...Admitamos!!

Reconhecemo-nos em meio a tudo isso?
Damos conta de nós mesmos no meio disso tudo?

O caminho a tomar é outro!

Que nossa consciência possa ser despertada, afim de que voltemos para nosso Ser e tomemos distância do que nos aparta de nós mesmos!

Usee


A Verdade primeira...




A Verdade primeira está dentro de si,
Evidencia o Ser
(de cada um em relação ao Todo, do Todo em relação a cada um).
É o coração, pelo sentir, que acessa esta Verdade,
Reconhecendo-a.
Este acesso se dá pelo silêncio,
Pela quietude, pela atenção ao Ser...pela consciência.

Usee




sábado, 21 de abril de 2012

Caminho de Volta




Eu que tantas vezes me distanciei e ignorei meu Ser, que tantas vezes me prendi ao indevido, fútil e fugaz (momentos, coisas, situações, pessoas...) e me perdi – que por vezes ainda o faço –, sinto e creio que são necessários muitos passos (muitos!) para dentro de mim mesmos, para que eu possa me tornar (e estar) ciente e consciente do que de verdade sou, do que me cabe, do que me é devido.

É um caminho de volta que exige aprendizado, entendimento, clareza, discernimento, desprendimento, escolha, entrega... (certamente doloroso para a confortável acomodação a que me entrego/tenho me entregado).

Cada uma dessas atitudes são “passos” que dou, de volta ao lugar de onde me distanciei, de onde muitas vezes me perco, por vários motivos.

Sem este retorno, sem esta viagem de volta, Será difícil experimentar o horizonte do meu Ser.

Usee

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando me afasto de mim...


                                                                                               Imagem Google

Quando me afasto do meu Ser, 
afasto-me de mim...

Afasto-me de mim:

Quando dou demasiada atenção a minhas demandas e questões.
Quando dou demasiada importância ao que me traí, enreda, satisfaz...

Afasto-me do meu Ser:

Quando cedo e me deixo governar por meus interesses e vontades.
Quando permito que o superficial se sobreponha a minha essência.


Usee




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Enganamo-nos ou nos iludimos?


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Na origem dos nossos enganos estão nossos interesses. Mas, obviamente, o negamos...

Devemos nos perguntar: quando é que nos sentimos enganados ou sentimos que equivocamos em relação a algo, alguém, a uma situação ou condição esperada?

Quando desejamos ou queremos, quando planejamos, traçamos objetivos, esperamos delas, é pelo interesses que isto acontece, não é?

Analise o fundo de um engano qualquer! 

Por que julgamos que nos enganamos? Por qual motivo o engano ocorreu?

Façamos o caminho de volta, partido do engano, atentos a cada aspecto do caminho... 

A conclusão certamente vai nos remeter a uma perspectiva não atendida (algo esperado não aconteceu ou não saiu como o esperado), e isto está ligado a um interesse (seja ele qual for!)... 

O não atendimento desse interesse gerou nossa frustração, nos desestabilizou, por isso o reconhecemos como “engano”.

É fato que isto acontece! No entanto, raramente nos serve de exemplo ou aprendizado, pouco ou quase nunca nos leva a refletir, pelo contrário, no decorrer da nossa vida vamos nos enganando e reconhecendo o engano, sem sair deste do circulo vicioso...

O engano decorre mais concretamente da(s) ilusões que nos damos, a que nos submetemos.

Costumamos “nos reconhecer” pelo conjunto de impressões que temos de nós mesmo ou pelo efeito dessas sobre os outros. Nosso “ego” é a forma mais óbvia desse reconhecimento... E este, longe de nos levar ao reconhecimento do nosso Ser (longe de nos fazer voltar para nós mesmos), aparta-nos dele.

É aí que experimentamos o engano de forma mais concreta: vivemos a ilusão de “ser” o que não somos... 

O pano de fundo desta ilusão? Nossos interesses!


Usee



domingo, 15 de abril de 2012

SOU LIVRE?


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Quando penso ter o controle sobre o que quero e  gosto, sobre o que fazer ou deixar de fazer; quando e como bem entendo, penso ser livre, penso estar exercendo minha liberdade e que  a liberdade se resume a isto.

Quando penso e ajo assim, fico refém das minhas vontades, dos meus interesses, das necessidades que invento, das atenções que careço e preciso dar, do meu modo de pensar (do que pensam os outros!), dos valores que dirigem minhas ações e atitudes...

A liberdade que “penso” experimentar em minha vida, em minhas relações e relacionamentos, no fim, afigura minha prisão, uma vez que “liberdade” não consiste em poder fazer, poder ter, poder pensar e agir como bem entendo e quero.

Quando tenho a pretensão de ter o controle e decidir sobre (fazer ou não fazer) qualquer coisa, tendo por base (“apenas” e exclusivamente) minha vontade, interesse e necessidade, (tendo por base “minha liberdade”), me nego enquanto Ser integral, partícipe e parte do Todo, partícipe e parte de toda Criação...

A verdadeira liberdade não se explica pela erudição das filosofias ou das teorias éticas, não se entende pela (suposta) efetividade prática (ou sua impossibilidade), nem pelas orientações religiosas, não se dá a entender na idealidade ou utopia...

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A verdadeira liberdade só experimenta 
quem vive segundo seu Ser, 
quem age em consonância com Ele...

Livre é quem respeita e atende a integridade de seu Ser, 
quem a ele se entrega na Luz e no Amor ao Todo, 
na Luz da Sabedoria que tudo entende, converte, orienta...

Usee


A precipitação II – o pensar, os meios, o SENTIR e o Propósito




-----> "Passo a  'RESPEITAR A INTEGRIDADE DO MEU SER' agindo em equilíbrio e  consonância com o TODO, sem a precipitação dos desejos e querer." <-----



A precipitação II – o pensar, os meios, o SENTIR e o Propósito

A precipitação é o agir pelos conceitos, pela vontade querer e desejos.
Pelo prazer e conveniência.
Sem consciência, pelo interesse.

O que nos leva a precipitação?

Precipitamo-nos por colocarmos o pensar e as emoções antes do SENTIR. Por vermos os meios como tendo mais valia do que o propósito.

Fomos levados pela formatação a “ver” o pensar e os meios, as emoções e sensações como sendo o fundamental. Assim, passa a ser “mais importante”: como eu chego em determinado lugar (se a pé, de ônibus, de carro e com “qual”, com o traje, enfim...), por qual meio; do que o que eu lá irei realizar.  

Ficamos mais preocupados em como nos apresentar, no que os outros vão achar e dizer, no conforto, nos atrativos, enfim...

O caminho do SER, a oferta do Universo nos remete ao novo olhar, que na verdade é uma volta, onde o propósito é a meta, o foco. A prioridade é o propósito do TODO.



Então, antes de me preocupar em “como”, com qual e por qual meio, foco-me, estudo e SINTO o que lá tenho e ou vou realizar. E dentro desta percepção defino se irei ou não, fazendo minha “escolha” pelo propósito, não pelo meio ou prazer.

Mudando o “questionamento”, dando prioridade ao propósito, estou permitindo e dando “voz” ao meu SENTIR/Coração.

VEJO ALÉM
DO QUE MEUS OLHOS VISLUMBRAM.
PRATICO O AUTO-DOMÍNIO,
DESCARTANDO TUDO
QUE TENTAR CORROMPER
MINHA MORAL E CONDUTA.

Simplesmente atuo com consciência. Não atuo pelo interesse, pelo prazer, pelos “encantos” e atrativos.

A DESINTEGRAÇÃO DAQUILO
QUE SEUS OLHOS PODEM VER
E SUAS MÃOS TOCAM
É CERTO E DEFINITIVO.
PORTANTO, NÃO AS FAÇAM
DE "ESCORAS" ILUSÓRIAS.

O “momento”, tão valioso para o mundo da matéria, deixa de exercer seu domínio, seu fascínio.

Passo a 
RESPEITAR 
A INTEGRIDADE DO MEU "SER".
Agindo em equilíbrio e consonância com o TODO, sem a precipitação dos desejos e querer.

ArqueiroHur