segunda-feira, 16 de abril de 2012

Enganamo-nos ou nos iludimos?


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Na origem dos nossos enganos estão nossos interesses. Mas, obviamente, o negamos...

Devemos nos perguntar: quando é que nos sentimos enganados ou sentimos que equivocamos em relação a algo, alguém, a uma situação ou condição esperada?

Quando desejamos ou queremos, quando planejamos, traçamos objetivos, esperamos delas, é pelo interesses que isto acontece, não é?

Analise o fundo de um engano qualquer! 

Por que julgamos que nos enganamos? Por qual motivo o engano ocorreu?

Façamos o caminho de volta, partido do engano, atentos a cada aspecto do caminho... 

A conclusão certamente vai nos remeter a uma perspectiva não atendida (algo esperado não aconteceu ou não saiu como o esperado), e isto está ligado a um interesse (seja ele qual for!)... 

O não atendimento desse interesse gerou nossa frustração, nos desestabilizou, por isso o reconhecemos como “engano”.

É fato que isto acontece! No entanto, raramente nos serve de exemplo ou aprendizado, pouco ou quase nunca nos leva a refletir, pelo contrário, no decorrer da nossa vida vamos nos enganando e reconhecendo o engano, sem sair deste do circulo vicioso...

O engano decorre mais concretamente da(s) ilusões que nos damos, a que nos submetemos.

Costumamos “nos reconhecer” pelo conjunto de impressões que temos de nós mesmo ou pelo efeito dessas sobre os outros. Nosso “ego” é a forma mais óbvia desse reconhecimento... E este, longe de nos levar ao reconhecimento do nosso Ser (longe de nos fazer voltar para nós mesmos), aparta-nos dele.

É aí que experimentamos o engano de forma mais concreta: vivemos a ilusão de “ser” o que não somos... 

O pano de fundo desta ilusão? Nossos interesses!


Usee



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