domingo, 8 de abril de 2012

Minha indignidade...??


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“Senhor eu não sou digna que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salva!”

Durante muito tempo de minha vida repeti estas palavras de forma contrita, cheia de sentimento de culpa pelos pecados todos que imaginava ter cometido. Sabia que esta afirmação tinha um peso, que dita com fervor faria Deus se comover com meu pedido e olhar para mim... Outras vezes, ao repetir, me sentia mais indigna ainda...

Nunca parei para pensar o que ela significava ou podia significar. Assim como nunca havia parado para pensar sobre muitas coisas que fazia ou repetia... Dou-me conta agora do que, na verdade, eu estava afirmando e o que estava atraindo...

Ao afirmar “Senhor eu não sou digna que entreis em minha morada” não parava para me perguntar o que era minha “morada”, nem porque não era “digna”...

E olha que coisa...! Olha o que negava cada vez que repetia a afirmação! 

Negava a dignidade de minha morada, negava a dignidade do meu Ser. Com isso, negava a dignidade do meu Ser em relação à Criação e a dignidade de toda Criação - negava-me como fruto da Criação, habitada pelo Ser.

Acaso não somos habitados por nosso Ser, e este não é parte, coaduna e coincide com a Criação?

Pois é... Considerando que somos nosso Ser, que somos habitados e abrigados poe Ele, amparados e abrigados pela Criação, ao proclamar-me indigna “em minha morada”, afirmava com isso que não confiava em meu Ser e não confiava na Criação.

Por outro lado, ao dizer: “...mas dizei uma só palavra e serei salva!”, o que eu estava afirmando? Do que eu poderia ser salva?

O Verbo (a palavra) só faz sentido quando pronuncia/comunica e dar a entender o Ser, quando nos faz sentir e compreendê-lo...

Então, na medida em que a palavra é dita, repetida e me mantém nos padrões do mundo, o que acontece? 

Me mantém sob qual energia? Se fico repetindo indefinidamente minha “indignidade”, ao que me prendo? 

Esta afirmação, por si só, é um contra-senso, (como tantas outras) é estéril, vazia, pois é fruto da formatação que recebi, dos padrões, dos dogmas e conveniências culturais e religiosas.

CONVÉM REFLETIR SOBRE ESSAS COISAS...


Usee

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