sexta-feira, 27 de abril de 2012

Um momento de escuta da Verdade do nosso Ser...


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É comum, diante de algum acontecimento que foge ao imaginável, em relação às ações e atitudes do homem, escutar alguém perguntar indignado (ou perguntarmos):

“o que mais falta acontecer?”

Engraçado que as ações ou atitudes que geram as tragédias e chocam são sempre produzidas pelo homem. Nenhum outro ser as produzem. Além disso, tais ações e atitudes incidem danosamente tanto sobre os outros, seus semelhantes, como sobre os outros seres (sobre a Natureza inteira).

Nós, quando não protagonizamos diretamente o que causa indignação, o que fazemos além da “pergunta”? Acaso refletimos sobre a causa (ou causas) desses acontecimentos? Acaso buscamos compreender a gênese desta condição degradante em que nos encontramos? Acaso nos damos conta de nossa co-participação na origem e/ou sustentação/manutenção desta condição?
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Além de levantar estas perguntas e buscar respostas para elas, é importante compreender que a indignação que esboçamos é sintomática: sinaliza “desacordo”, sinaliza uma “violência” a uma “ordem” implícita nas coisas e na “humanidade” presumida em cada homem.

Acaso nos perguntamos de onde vem este “sentimento” que, para além dos padrões e formatações do mundo, indica o que é certo, verdadeiro e justo na esfera dos acontecimentos produzidos pelas ações e atitudes do homem?

Só pode vir do íntimo do nosso Ser!

Está nele, prescrita e assente como Verdade...

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Quando expressamos indignação, e quando esta não diz respeito aos nossos interesses ou perdas individuais, é sinal que ao menos por um instante escutamos a (esta) Verdade do nosso Ser...

[Esta é uma prova concreta da manifestação do nosso Ser e de que Ele nos liga ao Todo; a toda Criação e a Ordem Divina (uma ordem supra-humana plasmada no Ser; plasmada em cada Ser)]

Quando isto acontece é-nos dada a oportunidade de alongar esta intimidade com nosso Ser e com a Ordem Divina, pela reflexão, pelo aprendizado, pela revisão das nossas (próprias) ações, atitudes e condição.

Então, porque não o fazemos?

O “mundo” não deixa!

O mundo foi determinando e dirigindo nossos interesses, de modo a exacerbar a individualidade, o individualismo e egoísmo. Assim, aquilo que num momento provoca indignação logo se transforma em lamentação e caí no esquecimento.

Por sermos conduzidos por ele, deixamos de estar atentos a Verdade inscrita em nosso Ser. Como consequência, afastamo-nos de nossa essência, mantemo-nos da superficialidade da nossa existência, afastamo-nos da possibilidade de cumprir o que nos cabe enquanto aqui estivermos...

Usee

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