quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ignorância...


Onde reside o Sentido (Essência), que o homem encerra e busca “sobre” si?

Acaso, fora de si?

Acaso numa única existência?




Só o homem interroga sobre sua razão de ser; Sobre o “por que” e o “para quê” de sua existência. Em busca de resposta(s), esbarra naquela que constitui a “realidade” mais insondável e indemonstrável: sua realidade espiritual; o conhecimento de si mesmo; em essência.

Então, perde-se em elucubrações vãs, curiosidades estéreis, suposições indevidas...

É por isso que a partir das vivências e situações que experimenta (experiências) ao longo da vida terrena, vai se movendo entre as constatações e o desconhecido, apesar de afirmar saber, compreender e conhecer o que, só suposta e superficialmente, sabe, conhece e compreende.

Em sua ânsia de entendimento (de saber-se), vai tentando conciliar os polos da constatação e do desconhecido, do revelado e do mistério... 

Entretanto, apesar de desejar “penetrar” o “outro lado”, do sentido/essência das coisas e de si..., mantem-se no horizonte da corporeidade/materialidade, sem reconhecer-se em si.

Assim, vai jogando com a essência das coisas e se perdendo ao colocar-se à parte, na individualidade...

Não percebe a “energia” que o envolve e anula seu Ser, promovendo o não reconhecimento de si e a consequente incompreensão do sentido de sua existência...

O entendimento, a compreensão, não se pode recolher do externo corpóreo/material, das vivências; do “fora de si”. 

Só pelo Ser e pelo “reconhecimento de si” se dá a passagem, o acesso, o entendimento...

Portanto, é dentro de cada um que a resposta e a compreensão devem ser encontradas. 

É por aí que se dá a comunicação da Verdade interior, que a consciência espelha e evidencia como “semelhança” e “unidade” do Todo. OU SEJA, é por esta via que o Ser comunica e dar sentido a existência.

Fora deste horizonte a existência vai permanecer carecendo de sentido, vai continuar encerrada na fugacidade, vai esbarrar na precariedade que a “humanização” e a “formatação” encerram e na impossibilidade do homem saber de si e compreender-se.

Consequentemente, as dúvidas e incertezas, continuarão a assaltá-lo, a vida esbarrará no sonho ou ilusão do entendimento, e esbarrará no que interpõe entre o tangível e o verdadeiro, o relativo e absoluto, a mentira e a Verdade, a Luz e a sombra: A IGNORÂNCIA!

Usee

VAIDADE


Google Imagem


Não é a mentira, a falta da verdade, a falta de transparência, o apego ou o sentimentalismo o maior escudo do ego; sua maior “escora”, mas a “vaidade”.

[Não estou a falar da vaidade corriqueira, que homens e mulheres cultivam em relação à aparência – esta nós as admitimos].

Esta fiel companheira do ego é, na verdade, seu fôlego mais vital, seu lado mais sisudo, sua fissura mais aberta, a esfera mais velada de sua intimidade (por isso inadmitida)...

É ela (“vaidade”) que forja e determina atitudes, gestos, intenções..., e nos leva a provocar e sustentar situações... É de sua natureza dissimular, enredar, atrair... e daí mentimos, faltamos com a verdade, e transparência, iludimos. É em função dela que subestimamos, desrespeitamos,violentamos os outros e a nós mesmos.

A vaidade é silenciosa, inadmitida... Mas esta, como aquela corriqueira, se mostra nos pequenos gestos, nas pequenas atitudes, nas intenções mais sérias ou inocentes...

Sim! É por aí...!

ENTÃO...

Quem, na sinceridade de seu Ser, consegue atentar-se para a este escudo do ego, deve procurar olhar-se, corrigir-se, rever-se, ali, onde mais se distancia de si e onde mais alimenta o distanciamento em relação aos outros, ao Todo...


Usee


sábado, 16 de junho de 2012

Porque permitimos a separação?




A Lei da Criação, manifesta e explícita  
a Ordem Divina na Ordem da Natureza,
dispõe cada coisa no Espaço e no Tempo, 
revela nossa condição e a condição de cada coisa; 
nosso Ser e o Ser de cada coisa.

Então:

Porque ignoramos nossa condição 
e responsabilidade diante do Todo? 

Porque ignoramos a Verdade/Luz/Caminho 
de nosso Ser e do Ser de cada coisa?

Porque (nos) permitimos a separação?

Usee



quinta-feira, 14 de junho de 2012




Quem experimenta o distanciamento do mundo*
atua em consciência...

Silencia-se em suas turbulências,
aquieta-se ante as pressões,
distancia-se de suas questões,
atenta-se, observa-se... 
e atuando pelo entendimento
centra-se em seu interior;
no sentir de seu coração.

Experimenta, assim, a leveza de seu Ser,
a certeza de uma existência íntegra,
e a agudeza da Consciência Universal...

Usee


* O que chamo de "distanciamento do mundo" é, por assim dizer, a tomada de distância de tudo que o mundo material/humano  faz incidir sobre nós,
das coisas, situações e relações que ele nos impõe ou leva a aceitar.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

No horizonte do meu Ser...




No horizonte do meu Ser
Tomo por assento a liberdade
Então, posso eximir-me,
do envolvimento externo
Sem, contudo, 
anular minha existência...

Usee

sábado, 9 de junho de 2012

“a quem ou a/ao que” escutamos?


Sabemos escutar?
Escutamos a quem ou a/ao quê?


                                                                  Foto Aleh

Escutamos ou somos levados a escutar, o tempo inteiro: por “necessidade”, por curiosidade, quando nos solicitam, naturalmente...

Algumas vezes paramos e escutamos, muitas outras “fazemos de conta”, outras ignoramos... FALO DE TODA MANEIRA DE “ESCUTAR” (Amor, solidariedade, um abraço, um olhar, um gesto de carinho..., além de "ouvir", também pode ser e é uma “forma de escutar”).

Em geral, não somos nem um pouco "deferentes" para com tudo que nos cerca, para com os outros humanos; a Criação, o Todo....

Centramo-nos em nossos próprios interesses, questões... 
Não somos escutadores, não temos tempo de/para sê-lo...

[Se existisse a “arte da ‘escutatória’" (esta palavra não existe, escutei certa feita), e se fôssemos artistas, de certo não sairíamos dos rabiscos, dos projetos, dos borrões, do rascunho...]

É... É bem assim! Mas obviamente que haverá desacordo quanto a estas minhas afirmações. Devo falar por mim apenas? Devia. Mas INSISTO na "pessoa" do verbo!

E vou insistir ainda mais na segunda questão:
“a quem ou a/ao que” escutamos?

Passamos a vida inteira escutando (dando ouvidos) e nos deixando conduzir por pessoas (ditas autoridades) e pelas “verdades” que estas “ensinam”, propagam, introjetam, reforçam... (afinal são autoridades, superiores, moral, religiosa/espiritual, política, familiar...!)...


... E assim vamos, vida a fora, cultivando e reproduzindo verdades e certezas que não são nossas, não originadas do nosso Ser, da verdadeira aprendizagem; da consciência, do entendimento, que não resultaram da “escutatória”, da disposição para observar/perceber, silenciar e escutar o que os outros, a Criação, o Universo, nosso Ser tem para nos revelar e revela.

...

Tenho tido momentos de escutatória, momentos em que escuto meu Ser (como fiz nesta manhã). Nestes momentos, “dou-me conta” de verdades, dou-me conta de que ali se efetuou um aprendizado e que por este aprendizado devo atuar, pelo entendimento, em consciência...

Mas é uma batalha que travo a todo instante com forças, com energias que me tentam dissuadir...

Admito que fraquejo muito, que muitas e muitas vezes entro nesta sintonia (de várias maneiras, a começar por atitudes, ações, pensamentos que considero inofensivos)... Cada vez que isso acontece, em seguida, “meneio a cabeça”, procuro me centrar, ficar em silêncio, aquietar-me...

Então, procuro escutar meu Ser e atuar com consciência..., em relação aos outros meus iguais (em existência encarnada), a toda Criação, ao Todo.

 Dou-me conta de que isto é possível e necessário ser feito. Só preciso me determinar!

É assim que posso/devo expandir minha consciência e atuação, como uma onda... E como uma onda alargá-las..., no sentido da Unificação, de mim (meu ego) em relação ao meu Ser, do meu Ser em relação ao Todo.

Assim, escuto-me em meu Ser e meu Ser em mim, e me abro para escutar e atuar...

Usee

--> Indico um vídeo que ilustra um pouco "parte" do que acabo de dizer...


http://youtu.be/zFWr-CKMWGY


Pequenos Pensamentos - LVII


Postagem original, em 17.09.2011

                    Não é o que se faz,
                    o "X" da questão.
                    É "o como, o porque" se fez.

                    A razão do descaminho
                    é a ausência da consciência 
                    nas atitudes tomadas.
                                                                      ArqueiroHur




Reforma interior!?


                                                         Imagem Google

Tem sido uma fala recorrente, entre outras, a de que o homem precisa de uma “reforma interior” (como sinônimo de “reforma moral / de valores”, etc.).

Mas, por si só, uma reforma não limpa, remove ou demove o que está arraigado e fincado, não elimina energias negativas, persuasivas, viciosas, anuladoras, potencializadoras das atitudes que temos, oriundas, portanto, de valores, formatações, hábitos, posturas...

Não o faz (sobretudo) porque põe sobre o “mesmo alicerce” o supostamente bom, novo, belo, moral, justo, etc. (s u p o s t a m e n t e   põe!).



Digo, por que sinto (está em mim como Verdade): 

Nosso interior é íntegro nele mesmo! 

É íntegro porque é habitado por nosso Ser, e este é Íntegro, assim como  Íntegra é sua Luz e Verdade.

Então... Não é de uma “reforma interior” que precisamos/carecemos (que o homem/a humanidade precisa), mas de limpeza e purificação [não só dos valores que nos trouxeram ao ponto em que chegamos e nos fizeram ser “como” somos hoje (ou temos sido até aqui)].



Reformar nosso interior deve significar (e significa!) “limpar”, “sanar”; "purificar-nos" de tudo que produzimos ou que foi produzido, de tudo que efetuamos ou que efetuaram a nós..., de tudo que encobriu nosso Ser e o impossibilitou de se fazer ouvir, de nos conduzir...

Usee


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Matéria e SER




Fomos plasmados como Matéria e Ser
parte e reflexo de Toda Criação.
E assim, parte do Todo,
do qual nos permitimos afastar...

Pelo distanciamento desta condição,
nos perdemos em eventos...
Em consequência das marcas, mágoas e carmas,
[que deveriam ser superadas e/ou sanadas]
passamos a fomentar o egoísmo,
a cultivar o individualismo, a arrogância...;
e toda forma de mal que assola o mundo.

Faltou-nos, 
Falta-nos
a consciência 
e o entendimento de que:
o que nos fez e permitiu
Ser e Estar no mundo
Não foi nosso desejo e querer
Mas uma Força Superior/Divina
revelada apenas a nosso Ser, pelo Sentir...

Este foi o motivo pelo qual, 
ao longo do tempo e da (s) existência (s)
ao invés de nos deixar conduzir pelo sentir,
passamos a aventar e alimentar suposições,
aventar e alimentar curiosidades
[de toda natureza - servindo a fins/finalidades diversos].
Passamos a impor nossa vontade, 
o querer e o controle sobre tudo e todos...


É tempo de mudar tudo isso!

É tempo de reconhecer nossa condição assumirmos
outra postura!!


NESTE MOMENTO É-NOS DADO REVER-NOS...

PODEMOS, pelo sentir, ESCUTAR NOSSO SER e, 
atentos a LUZ e VERDADE que Ele revela,
determinar-nos ao retorno
e voltar ao nosso verdadeiro lugar...

CABE-NOS E É DEVIDO VOLTAR!



Usee


terça-feira, 5 de junho de 2012

O que verdadeiramente importa...


                                              Imagem Google


Tendemos colocar em primeiro lugar o que nos afasta da Verdade, da Luz, do Caminho do Ser.

Em geral, aquilo que menos importa é o que mais se mostra atraente, nos enreda num falso brilho, seduz com falsas verdades...

Deixamo-nos ficar ali... Teimosamente... Continuamente... E nos sentimos fortes. E nos envaidecemos... Tornamo-nos duros, crespos, para com o nosso Ser...

Damos demasiada importância aos detalhes, às minúcias, as aparências, e nos afastamos mais e mais do nosso Interior, da Luz do nosso Ser, de sua Verdade...

Entregamo-nos à sorte num mundo ilusório, de sonhos vãos, de valores efêmeros..., e o deixamos prevalecer, nos prender e dirigir, pelo superficial, pela mentira... Imaginamos ter aí nosso aporte, e por aí ver realizar nossos desejos ou cumprir nosso destino.

Movemo-nos pelo medo do que produzimos individual ou coletivamente. Depositamos fé nas promessas vãs que fazemos a nós mesmos ou que nos fazem, e assim vamos, dia após dia..., como se eternos fôssemos.

Sim! Imaginamo-nos imortais/eternos, acima do bem e do mal/inatingíveis e nem nos damos conta de que refletimos o mal, a sombra/escuridão...

Mantemo-nos apartados do que verdadeiramente importa, em primeiro lugar pela “venda” da ignorância. E em segundo lugar, quando despertos, pela falta de determinação em seguir o caminho que nos é apontado... (falta de determinação que se apresenta de várias maneiras).

Até quando nos curvaremos à força da sombra/escuridão/mentira/inverdade... (de toda forma de mal) e a reproduziremos?

Até quando ignorar a Luz/Verdade/Caminho que o nosso Ser guarda e revela?

Cabe a cada um fazer a escolha, se determinar, sem fraquejar e sem se dar a ilusões, seja de que natureza for!

Coube a mim fazer a escolha...
Então, que eu me determine!

Que eu me determine, e dia após dia, na prática, “pedra por pedra”, construa o Templo do meu Ser...

Que uma vez determinada, eu não me prenda a vaidade, nem me queira dona da verdade, melhor e
distante dos que ainda não se despertaram e se determinaram...

Que na Luz do meu Ser eu seja Luz...
Que na Verdade do meu Ser eu seja Verdade...
E SEJA EXEMPLO!

NESTE MOMENTO, É O QUE VERDADEIRAMENTE IMPORTA: SER EXEMPLO!...

Usee



A Neutralidade



A Neutralidade

Se:
A LUZ gera LUZ
e
“A sombra é a ausência da LUZ”;

posso e devo achar que existe algo aqui,
fora deste princípio de claro/escuro,
como a neutralidade,
sem ser uma coisa ou outra?...
Percebo que tal “distanciamento”,
ou não posicionamento,
me leva ao não gerar  LUZ
e assim,
me posicionando na “sombra”?


Pela própria natureza (Criação),
o homem pôde perceber e conhecer
o dia/noite, o claro/escuro,
não havendo aí, uma terceira condição.
Há sim, a passagem/transição
de uma condição a outra,
onde o sol se faz presente pelo amanhecer,
revelando o dia, a claridade e sua LUZ
ou ausentando-se, ao fim da tarde,
dando vez a noite, a escuridão.

Mas não há esta condição de não ser
uma coisa nem outra, de fingir
ou parecer que é dia.
O homem até “inventou” isso com lâmpadas,
para tentar ocultar/disfarçar a noite/escuridão;
entretanto, sabemos que é
uma luz artificial, falsa...

Só que muitos, na sua vida e conduta,
assim também estão seguindo na artificialidade:
tentando “ocultar” a escuridão,
com uma dita neutralidade ou “luz”.  
Sim!... Pois não se posicionam,
gerando LUZ na prática/conduta,
porém apregoam pela fala;
ligam interruptores,
acendem lâmpadas para
representar.

Se não gerares LUZ,
no escuro estarás!  

Há de se observar,
que dentro deste quadro

de dia/noite; sim/não; claro/escuro...
você se posiciona, e muito bem,
no seu dia a dia;
efetuando “as coisas”, dentro do que
você gosta e quer, do que lhe agrada
ou lhe dá prazer.

Assim, determine-se!
Gere LUZ,
pelo trabalho do rever-se, pela doação,  
aplicando a VERDADE...
ou saibas onde, de que lado estás.

Pois, assim como nós, humanos, sabemos
que as lâmpadas somente “disfarçam” a noite,
o Universo Evolutivo sabe
onde estão aqueles que atuam
com a sua LUZ verdadeiramente,
já que estes,
geram mais LUZ.

ArqueiroHur