terça-feira, 15 de novembro de 2016

... Iguais sob e sobre o Amor... (Revisto)


                                      Postagem original em 18.08.2012 Rep: 14/06/13

Quem de nós, em algum momento, não ficou ou fica ofendido, ferido, magoado diante de alguma atitude ou comportamento de outrem?

“Sentimo-nos” assim e nos desequilibramos interiormente, entramos na vibração daquilo que entendemos ser uma crítica, injustiça, menosprezo, indiferença, mentira, etc.; vibração que os egos produzem no/em conflito entre si.

Nesta vibração criamos antipatias, rejeições, impaciências, olhamos o/os outro/s como débeis; incapazes, inferiores..., e deixamos de olhar para nós mesmos, para nossas reações, atitudes e comportamentos.

Somos “todos” suscetíveis de ser afetados, por mais que negamos! Do mesmo modo, somos suscetíveis de “produzir” nos outros tais desconfortos e imputar a eles tais vibrações.

Se somos afetados é porque “buscamos” nos outros aquilo que não somos capazes de encontrar em nós mesmos: verdade, sinceridade, justiça...

Mas, estamos atentos a isto?

Em que medida nos esforçamos para manter a paz com os outros, para estar em paz conosco?

Sabemos trazer o exemplo do Amor, que afirmamos observar e ver transparecer nas coisas (Criação), para nossas vidas, ou apenas admiramos a manifestação desse Amor, sem nos esforçar para cultivá-lo e propagá-lo, a partir de nós?

Damos conta, temos consciência, do que nos cabe segundo este Amor; do que nos cabe "igualmente" e indistintamente?



Apenas quando somos capazes de perceber e “sentir” (verdadeiramente) a Harmonia, a Verdade, Sinceridade e Unicidade de cada Ser Criado, manifestadas pela beleza, leveza e simplicidade de Ser o que são, é que podemos criar condições de olhar os outros (humanos) e perceber neles aquele lado Espiritual, Sincero e Íntegro, para além do que “apontamos” como defeitos...

Este é o caminho a percorrer, para além dos discursos e achismos, o caminho da percepção e do entendimento efetivo/verdadeiro, que precisamos ainda experimentar: percepção e entendimento de que, para além do "ego", há um Ser, fruto da Criação, partícipe do Amor...; entendimento de que é sob o Amor que precisamos nos assentar...


Usee


3 comentários:

  1. Bom dia,
    primeiro quero parabenizar por um texto simples, tranquilo e esclarecedor!
    Viver, sentir além das contradições humanas é a PAZ que ainda não sabemos.

    Ainda hoje, pela manhã, antes de ler seu texto - que está também no Arqueiro Hur - estava a escrever assim: "... o cotidiano está em cada detalhe da oração,
    ao olhar, olhe o outro como
    a ti mesmo,
    assim poderás amá-lo
    como a ti mesmo!
    Sinta na tua carne,
    a carne dele,
    para compreender
    a alma sem julgar.

    A água da lágrima
    apaga o fogo da mágoa, da raiva
    efervescentes no peito.

    Aproximar-se de Deus
    muitas vezes é mais
    um gesto do que oração."

    Um abraço, tenha um ótimo dia.

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    1. Tuas palavras revelam a mais cristalina Verdade, Corina. Gratidão por tê-las partilhado comigo! Vivemos um tempo em que mais do que nunca é necessário e vital 'olhar o outro como a nós mesmos...', a fim de praticar o perdão, de conviver, aceitar, amparar quando for preciso...Tenho pra mim que assim nos aproximamos um pouco de Deus...Forte abraço, querida!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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