terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Menosprezo e indiferença....de onde vem?



"A Natureza nos dá tudo..." 

Por outro lado, cada ‘ser’ ali, desemprenha seu próprio trabalho, realiza-se em sua atividade..., realiza seu Ser; torna-o evidente!

Sendo assim, cabe a cada ser, inclusive o humano, cumprindo o Plano na Criação, realizar um trabalho e realizar-se nele.

Porque, então, muitos lhes são indiferentes e os menosprezam em seu Ser e trabalho?


Minha percepção me tem alertado sobre este tipo de atitude, observada tanto da parte daqueles que se dizem "conscientes", como da parte daqueles que estão em estado de ignorância (não me eximo desta atitude, muitas vezes, em algumas situações, me pego manifestando-a...).



Por isso, sobreveio-me abordá-la (sem a intenção de julgar), no intuito de chamar para a reflexão...


Google Imagem


Certa feita estava na estrada com um amigo, paramos para um lanche numa cidadezinha. Do lado da lanchonete havia uma grande árvore, nela, alguns pássaros se refrescavam na sombra, cantavam. Ele logo se pôs a fotografar um pássaro em especial (neste momento não me lembro do nome). Foi então que mostrei a ele um “pardal” (aprecio muito este pássaro. Aparecem muitos no quintal de casa, todos os dias sou acordada com seu canto), pedi que o fotografasse também, ao que ele respondeu: “é só um pardal”.
Fiquei muito surpresa com a recusa, confesso que a tomei com menosprezo e indiferença para com aquele pássaro, mas logo procurei compreender a atitude.




Noutro momento, estava eu no jardim de uma casa (jardim muito grande e bem cuidado) fotografando algumas flores. Além das flores bonitas que fotografei, voltei-me para fotografar alguns cachos de rosas murchas; com pétalas ressecadas. Chamou-me a atenção os fato das pétalas não haverem caído (quando me aproximei pude perceber que os botões não se abriam, e se abriam as pétalas murchas não caíam, estavam emaranhadas nas linhas de uma teia de aranha). Fotografei não só as rosas como também o trabalho de uma aranha (a aranha, cuja teia emaranhava o roseiral), além de outra espécie de flor já murchando...
Depois de tê-las fotografada fui questionada (quase que em coro): “fotografar aranha e flores murchas? Que coisa feia! Isto é mórbido!”
Neste caso não fiquei surpresa, são atitudes próprias e esperadas do estado de ignorância, de cegueira...




Estas são situações que destaco para ilustrar atitudes de menosprezo e indiferença, mas sei e observo muitas outras...

Observá-las me fez ver a extensão do individualismo e da arrogância humana, em ver apenas o que convém a si e a seu ‘querer’, conveniência em ‘distinguir’ e ‘conferir’ importância, preferência, etc. a alguns e a outros não, em não perceber o que cabe a cada um, em não ‘reconhecer’ a importância e trabalho de cada um...(muitas vezes, mesmo dizendo reconhecer).



Este individualismo e arrogância, tão praticado, extensivo e caro aos humanos, são marcas impregnadas e alimentadas pela ignorância; pela condição que ela dá à introjeção de ‘valores’ egoístas, depreciativos, destrutivos..., que de tão arraigados passam por naturais, comuns de serem reproduzidos e proferidos.

Convém estarmos atentos e buscar o origem desses valores. Do mesmo modo, trabalhar no sentido de neutralizá-los e saná-los em nós...

Convém, se/e quando ‘conscientes’, esforçar-nos por rever essas ‘coisinhas’ que, no dia a dia, reforçamos e reproduzimos sem nos dar conta...



Convém, por fim, esforçar por cultivar e reforçar em nós o reconhecimento, o respeito e a simplicidade, sempre, sempre... e sempre!

Estes são passos no sentido do Amor que não distingue, no sentido do Amor que a Tudo reúne e Une.

Usee


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