quinta-feira, 11 de abril de 2013

MEDO















Quando permito que o medo venha me habitar, por consequência, ele vai me privar, negar, revirar, inquietar, desequilibrar...

O medo restringe, sedimenta valores, obstaculiza caminhos, separa, anuvia a alma, reforça atitudes, padrões e conceitos.

Ganha corpo de dentro para fora e aí se manifesta: pelo silêncio, pela fuga, pelas recusas, resistências, escolhas, conveniências e conivências.

O medo que nos habita, que nos paralisa “agora”, é marca de um medo que, outrora, nos moveu e separou...

Quando insisto em manter meus medos, e me permito levar por eles, é porque ainda não me encontrei, não me reconheci, me revi, me perdoei.

Não tive ainda,  comigo, um encontro revelador, não  me permitir à entrega – a meu Ser, ao Amor, a Luz, ao Universo – e no amparo não confiei...

Mas há o avesso do medo, aquele que preciso buscar, é o lado da coragem: de ser, de me doar, me ver e perdoar, de reconhecer-me, a mim e ao Todo, como meu horizonte e lugar.

Usee


Nenhum comentário:

Postar um comentário