sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O que fazer diante do desequilíbrio...?


Postagem original em 21.06.2013
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O que fazer diante do desequilíbrio, movimentação, reboliço observado no mundo, nas sociedades, em mim, nos outros, tudo tão perto de nós...: ignorar, calar, silenciar, ou manifestar-nos, intervir, nos envolver? Reagir ou agir? 

A reação e sentimentos que estes produzem em cada pessoa, de revolta, indignação, sede de justiça, desejo de vingança ou de mudança, ímpeto de intervir, sensação de impotência..., o que acaba por alimentar e propagar?

É preciso que haja o entendimento de onde provém tudo isso, do que está na origem, do que desencadeou, a fim de que possamos agir em consciência, e não reagir. 

Cada um deve buscar perceber e reconhecer a origem e causa de tudo isso, para saber como atuar, que posição assumir, que atitude adotar... E é no interior de cada um que a luz do entendimento deve ser buscada, a fim de se compreender a origem dos acontecimentos, das situações e, sobretudo, das reações e sentimentos que estes produzem interiormente.

A ‘consciência’ que cada pessoa pensa ter/possuir sobre algo, alguma situação, acontecimento ou  status quo, não está na atitude de “reação” que ela assume (muitas vezes confundida com “ação”), mas no reconhecimento do que estes (eventos e reações) produzem, e aonde conduzem...

A verdadeira consciência vê e observa a tudo com olhos de sabedoria, busca a origem dos eventos, dos sentimentos, das reações, produz entendimento e dá direção aos passos necessários. Neste sentido, não há/haverá reação, mas sim efetiva ação diante da necessidade de agir, onde e como for necessário atuar.

Entretanto, esta ‘necessidade’ não advém de interesses pessoais nem de uma ‘dada coletividade’, mas é demandada do propósito do Ser de cada um; daquilo que aflora pela consciência, que é para ser realizado e que se reflete nas atitudes de compromisso e responsabilidade, não apenas para consigo...

Neste sentido, respondendo as duas indagações iniciais: é preciso que saibamos o momento de calar ou silenciar, de nos envolver, manifestar e intervir, sem nos deixar levar por reações e/ou sentimentos que promovam mais desequilíbrios. Do mesmo modo, é preciso não “ignorar” as razões e origem dos eventos, cujas vibrações nos levam a afastar do propósito do nosso Ser...



Usee

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