sábado, 7 de junho de 2014

Cada pessoa - um horizonte...



Imagem: Aleh
                                                                               Postagem original em 06.07.2013


Uma vez que aprendemos (ou aprendermos) a contemplar e recolher Luz, Verdade, Amor e Simplicidade, no fluir da vida e da atividade, por exemplo, de um vegetal, um mineral, um animal, da terra, do ar, da chuva, do frio, do calor, do Sol, do vento, do infinito que se estende a nossa frente, do azul da atmosfera que nos envolve, etc, devemos, também, aprender a contemplar e recolher a luz, a verdade, o amor e a simplicidade que as pessoas (com as quais nos deparamos) deixam fluir através de suas atitudes, gestos, comportamentos, condutas e exemplos.

Em algum momento, em alguma situação, “para além” do interesse, do egoísmo e dos hábitos que aprenderam a cultivar (que aprendemos), alguém vai (vamos) refletir a integridade de seu (nosso) ser. E, ainda que num lampejo, vai (vamos) refleti-la.

Este “lampejo”, se percebermos, é oportunidade dada para que possamos identificar e contemplar no outro (e em nós mesmos) o manifestar do propósito Divino, que ele não ainda aprendeu a reconhecer, e que não reconhece por estar distante de seu Ser, alheio, entregue a ilusão, em estado de torpor (de toda natureza).

Considerando que somos todos Um, o outro, alheio a si pelo véu da ignorância, é a parte de mim que se mantém inconsciente de seu propósito no mundo, e que eu, na medida em que me compreendo e compreendo o propósito de minha existência encarnada, devo me esforçar para refletir a luz, verdade, amor e simplicidade do meu Ser, a fim tocá-lo e leva-lo a despertar...

Se, num resquício de ignorância e egoísmo, julgo-me melhor/ superior e julgo o outro por suas atitudes e comportamentos dissonantes, deixo, por esta atitude, de abrir-me para perceber aquele “lampejo” que me fará enxergar nele o manifestar de sua luz interior; o manifestar de seu Ser.

Não podemos nos esquecer de que cada pessoa, além de tudo que contemplamos, é, também, um horizonte de contemplação. Não pela ‘bela’ aparência, mas pelo que emana de si, através de gestos, ações, atitudes, comportamentos e condutas, traduzindo o Amor da Criação.


Usee

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