terça-feira, 30 de julho de 2013

Postura e atitude





A postura e atitude de uma pessoa diante das outras, perante e diante todos os seres – Toda Criação – diz muito sobre o nível de consciência e entendimento que ela tem...

Todos nós, por estar aqui neste plano, na condição que estamos, carecemos de reconhecer, compreender e trabalhar sobre o “modo” como nos relacionamos com os outros, e trabalhar sobre nós mesmos, a fim de rever aquele nosso lado segregador, egoísta, interesseiro, passivo, etc. Nisto deve atuar a consciência!

Trabalhar e deixar a consciência atuar significa, primeiro, respeitar aos outros e a nós próprios, no tratar e relacionar, nas ações, no falar e no calar, etc., e, segundo, responsabilizar-nos, por nossas escolhas e atitudes.

O respeito que se possa ter por uma pessoa e por si fica evidente, não pelo ato em si, alardeado, propagado ou exemplificado, mas pela simplicidade, amorosidade e compreensão (sem condescendência ou anuência!), no modo de ser e proceder. Palavras e ações nem sempre configuram a essência de um gesto ou atitude de respeito, (muito pelo contrário!). E responsabilidade, quando se tem, transparece no modo de ser, no agir, no se portar...

Então, é o caso de cada um se perguntar, se respeita os outros e a si, e se é responsável para consigo e para com os outros.

Sugiro o seguinte teste, para ver o que acontece:

Traga à memória uma pessoa, qualquer pessoa. Agora, visualize ‘todos’ os aspectos desta pessoa que te chamou ou chama atenção de alguma maneira, sejam eles negativos ou positivos segundo teu julgamento – assuma que você os faz! Sim, julgamentos! –. Visualize-se diante desta pessoa, olhando-a nos olhos e dizendo a ela absolutamente todas as impressões que tem ela, revelando os sentimentos e pensamentos que ela te desperta, sejam eles quais forem – pode racionalizar, faz parte!

Você consegue fazer isso, abertamente, escancaradamente, sem nenhuma reserva ou temor?

É difícil falar, não é? É difícil e constrangedor! Mas é tão fácil comparar, julgar, menosprezar, etc.!

Faça diferente agora: ‘visualize-se’ diante desta pessoa, com todas as impressões que você tem dela, e traga à tona ‘todas’ as impressões que você tem de si mesmo, tudo o que você ‘julga’ ser, positiva ou negativamente, toda a carga e bagagem que julga trazer...AGORA, olhe nos olhos dessa pessoa, coloque-se diante dela... Você consegue sentir-se ‘igual’ a esta pessoa, quanto à pessoalidade, singularidade e dignidade? – É necessário que este reconhecimento seja sincero!

Consegue senti-la, da mesma forma que se sente, como seu igual, como suscetíveis?

Ah!!...

Para terminar, pergunte-se sobre as reações que você teve em cada passo do teste, sobre a escolha de mudar da primeira opção para a segunda, ou de escolher a primeira. Tente entender cada escolha, cada ‘sensação’, cada ‘sentimento’ que lhe invadiu – agora sem racionalizar –. Busque dentro de si a resposta, a natureza e origem de cada reação e escolha, de cada sensação e sentimento, busque sinceramente!

[Você pode fazer o mesmo – repetir o teste – tomando a sua relação com qualquer ser, com algum que você considere ‘menor’, na ordem da natureza, e especialmente por ter este ‘sentimento’. Coloque-se diante dele e veja como se sente].

Aspirar, pretender e buscar aquela condição de entendimento e libertação, de fraternidade e amor, de harmonia e paz; interior e ao nosso redor, de irmandade e unidade é, sem dúvida, necessário, é o que devemos empreender.

Mas é preciso uma entrega consciente e a vigilância constante de nossas atitudes, diante de nós mesmos e diante dos outros – diante de toda Criação.

Acredito que este é o proposito mais fundamental de nossa existência, sem o qual não damos passos no sentido de purificar-nos de nossas faltas e egoismo e soltar-nos das amarras que nos prendem a este mundo de ilusões.


Usee


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