sábado, 7 de setembro de 2013

"A prova" e o "rito de passagem"


Imagem: Aleh

Constitui uma ilusão pensar que enquanto existirmos estaremos isentos e livres dos entraves, fardos, limites e limitações que porão à prova nossa determinação ao caminho.

A “prova” é um “rito de passagem” necessário que nos chega para despertar e sacudir do estado de acomodação, do habitual, do costumeiro, que tendemos a cair quando nos sentimos confiantes e certos de estar "dando passos"...

Falta-nos um entendimento e uma consciência fundamental: não há linearidade no horizonte da existência! Não há um traçado sobre o qual temos o controle e pelo qual possamos nos determinar a seu "fim", tendo como certo, aonde e como vamos chegar.

O caminho da existência encarnada é digressivo, pelo que temos que passar, aprender, realizar... E ele tanto nos dá condição para voltar atrás, rever, recomeçar, seguir firmes, atentos, vigilantes..., como para recuar, estagnar, nos perder.

Neste caminho, movemo-nos pelo que presumimos, não a partir do aparente, do óbvio, do que nos dizem os conceitos, as crenças arraigadas, mas pelo que nosso Ser revela, pelo que é sentido, pelo que o coração aquiesce.

Nossos esforços para nos manter no caminho não devem cessar enquanto durar nossa existência (e só com ela finda, para dar lugar a outra dimensão). A nós cabe buscar compreender a origem e as causas do que temos que passar, para então transpor e vencer os limites, obstáculos e desvios, para então aprender, rever, superar e avançar.

Cabe-nos, ainda e principalmente, a humildade! Só pela humildade podemos reconhecer nossa condição e saber que sempre seremos postos à prova. E que esta é a condição para alcançarmos à vitória, no caso, o aprendizado, a superação... Tudo isso faz parte do caminhar...!


Usee


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