sábado, 3 de maio de 2014

O rever diário e a direção de nossas práticas e atitudes...

                                    Postagem original em 29.09.2013

O que cada um vive e como vive, assim como a mudança que promove (ou vir a promover) em  suas posturas e atitudes, resulta de suas escolhas. Do mesmo modo, se se estagna na ignorância ou se se transforma interiormente, é em decorrência de suas escolhas.

As condições e situações de aprendizado, como já foi dito tantas vezes, chegam para todos, indistintamente. Cabe a cada um escolher, entre querer mudar; trabalhando-se e transformando-se, ou ficar à espera de “melhoras”; no “conforto” que imagina ter e na acomodação a que se submete, sem trabalhar-se.

Observem determinadas condições recorrentes em nossa vida, no dia a dia:

A alegria, a coragem, a força, a sinceridade, etc. que esboçamos/transmitimos quando estamos em paz/equilibrio, assim como a tristeza, o medo, a fraqueza, a mentira, etc. que manifestamos diante da dor, das frustrações, decepções, incompreensões, etc., assumem em nós à proporção que permitimos. Somos nós a permitir que se instalem em nós, somos nós a nutri-los e reforça-los...

Tudo isso se reporta as escolhas que fazemos (todo dia, a todo o momento). Assim, as atitudes que tomamos, as posturas que assumimos, o modo como nos colocamos diante das coisas, dos outros, de nós mesmos, das situações e, por fim, de toda Criação; observando, respeitando, compreendendo, reconhecendo, ou o contrário disto, refletem o que em nós é revisto, reparado, transformado, ou reforçado.

Diante disto, no lugar de especular o motivo daquilo que nos afeta, “procurando e olhando para o externo, buscando nos acontecimentos/fatos, pessoas e no ‘dito e efetuado’”, cabe-nos e é devido perguntar-nos e observar quais foram às condições interiores que criamos para que preponderasse o desequilibrando (que tanto nos deixa “pesados” como produz afastamento e individualização).

Por outro lado, e considerando que o equilibrio nos coloca em sintonia com a Luz do Ser e  com o Todo, produzindo interiormente a harmonia a ser refletida e traduzida para o externo e fazendo vigorar a consciência e o entendimento, cabe-nos esforçar por criar e manter um/o estado de alegria, coragem, determinação, sinceridade, etc.

Faz parte deste esforço um exercício muito simples e necessário, no sentido do REVER (diário, constante), sugerido por ArqueiroHur (em um escrito seu, que publico abaixo), e que pode ser realizado sem cobranças, sem reviver situações, sem acusações,  mas com cuidado, amorosidade, leveza, compreensão...(como ele ali também sugere).

O exercício (uma “brincadeira” de perguntar-se "o que é, o que é?"), consiste em perguntar e responder a si, dentro dos acontecimentos do dia, qual foi o foco, a vibração, o aprendizado...; o que cada situação nos fez ver/perceber, o que nos ensinou, no que nos fez vibrar; o que nos fez compreender, rever, modificar/transformar...

É algo, vale reforçar, para se realizar com sinceridade, firmeza, clareza, mas também, amorosidade, leveza, compreensão e respeito.

Quando bem realizado, este exercício nos pode colocar diante de nós mesmos, na verificação diária daquilo que nos mantém ou separa da Luz/Verdade, revelando a direção de nossas práticas e atitudes e deixando falar o Ser, através de nossa voz interior...

Que compreendamos!

Somente quem vai fundo em si, descobre sua força e disponibilidade para transformar-se... E é graças a um trabalho constante que podemos nos elevar interiormente, acima situações que nos limita, faz fraquejar, prende e conforma... Quanto a isso não se pode duvidar.


Usee

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