sábado, 3 de maio de 2014

O rever diário... II - das propensões e das vontades.

                                  Postagem original em 08.10.2013


Através de nossas propensões interiores justificamos nossos hábitos, costumes, índole, caráter, etc. Do mesmo modo, através de nossas vontades, justificamos o livre arbítrio, nossa liberdade e escolhas... Muito bem! Mas, é só? E o que estas desencadeiam e produzem, quem procura observar, rever, reparar, ou, por outro lado, se trabalhar?

Quando aprendermos a divisar onde começa nossas propensões e vontades (e o que daí advém) é porque teremos aprendido, antes, a capacidade de silenciar, de observar, identificar, reconhecer, rever e reparar nosso interior, mantendo aquilo que é essencial e reforçando o que nos faz íntegros em nosso Ser.

É no campo das propensões e das vontades que aniquilamos o verdadeiro sentido da vida e de nossa condição de ser – de ser segundo o Ser/Luz/Verdade; segundo a Vontade e Providência Divina –, pelas situações que estas criam ao ganhar suporte nas situações exteriores, de querer e poder, de falar ou calar, de agir ou estagnar/estancar, de aceitar ou recusar, de observar ou ignorar..., seja qual for o motivo ou motivação.

Mas é verdade também que são estas (propensões e vontades) a nos libertar das situações (de intranquilidade interior e separação que produzem/produzirem), desde que venham daquele horizonte de serenidade, sensatez, simplicidade, humildade, sabedoria e amorosidade que nos habita através de nosso Ser.

Uma coisa e outra devem ser divisadas a partir de cada realização, ação e reação, e mesmo de cada ímpeto. Abrir-se a esta atitude exige escolha, disponibilidade e responsabilidade, é um trabalho necessário que cada um deve realizar sobre si, diuturnamente.


Usee

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