quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Entendimento...XI


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Cada pessoa vive sob a tutela de suas vontades, impulsos e escolhas, por isso é que o arbítrio e a liberdade lhe foi facultada pela Criação; como um direito natural/como algo inerente a sua natureza. Assim sendo, e por isso, o que cada um faz ou deixa de fazer está sob esta tutela, ainda que fira os Princípios e Leis que a tudo constitui e governa.

O arbítrio e a liberdade facultados pela Criação nos coloca em pé de igualdade com todo ser criado, naquilo que nos cabe ser e realizar para a harmonia do/no Universo e para realização do Projeto Divino... É assim que responde cada ser ao realizar sua Natureza, ao realizar o propósito de sua existência, consoante a  Liberdade que lhe foi facultada.

Cada pessoa, pelo que observa e reconhece; observando e reconhecendo o que lhe é revelado pelo sentir, sabe e se coloca (ou não) em consonância com este sentir, através de suas atitudes e atividades, na medida em que se situa e no mundo, diante dos outros e do Todo.

Neste sentido, é da consciência de ser e pertencer, que vem a necessidade de agir, porque há a entregue ao  Propósito Divino, de realizar, espontaneamente, o que é devido e cabido realizar (creio não ser preciso enumerar exemplos, cada um, pelo que observa ou contempla, pode compreender que assim o é).

Entretanto, diferente deste, é no âmbito da “liberdade permitida”* , social e culturalmente, que o livre arbítrio é cogitado e exigido. É daí que se originam as necessidades, as conveniências, as adesões e aceitações, as permissões e conformações, é por aí que somos moldados para ser e estar conforme um estado de coisas..., de modo que, por nossa anuência, aceitação e escolhas, requeremos o livre arbítrio, porque havemos de escolher/decidir entre agir segundo o Ser ou agir segundo o não ser (no que diz respeito a realização do que nos cabe; enquanto propósito).

Entregues a essa condição, “tendemos” a anular nosso Ser, negando-o. Sujeitamo-nos a nossas escolhas, pelo exercício do livre arbítrio da liberdade concedida. Porém, é justamente aí que também pode se dá a “escolha do caminho”, tendo em vista para o que tender nossa escolha: de deixar predominar a Liberdade do Ser no que a Criação lhe facultou; para realizar seu propósito, ou deixar predominar a “luta” pela liberdade permitida, pela qual passamos “a vida” buscando e requerendo, no sentido de ver realizada e respeitada “nossa humanidade” (interesses, vontades, quereres, sonhos, desejos, etc.; tudo próprio dessa humanidade).

Não nos deve fugir o seguinte entendimento: neste mundo, pelas condições de existência que se instalaram ao longo do tempo, através de formatações, vícios e práticas contrárias à Criação e à Vontade Divina, a necessidade de recorrência ao livre arbítrio, a fim de que sejam feitas nossas escolhas, é premente e necessária. Só através delas é que podemos nos libertar do jugo dos “modelos”, da formatação; do que nos foi imposto, e buscar viver segundo a Liberdade que nos foi facultada, deixando de violentar nosso Ser, por fugir a seu propósito.


Usee

* O que chamo de LIBERDADE PERMITIDA é aquela, em que a condição de minha liberdade e arbítrio é a liberdade do/s outro/os, no âmbito sociocultural. 

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