sábado, 20 de setembro de 2014

Verdade e comunhão (reiteirando)


Google imagem




Quando uma verdade se apresenta a teu Ser,
de forma assente e inconteste, observe, examine-a!
Se essa verdade lança Luz;
sobre seus pensamentos e ações,
se  te leva a reconhecer contradições e ilusões, 
a abandonar,  rejeitar e libertar-se,
de tudo que te afasta da Lei, do Amor da Criação,
aceite-A, tenha-A como norte e razão...


Usee

Verdade e comunhão

                                  Publicado originalmente em 30.11.2013

A “verdade” não está "com" uma pessoa porque assim o quer seu ego. A Verdade está em cada pessoa, vigorando em sua consciência, indicando o caminho e lhe fazendo ser o que é/quem é...Além disso, Verdade é Comunhão!

Deste entendimento deve vir a postura a se assumir diante de cada um dos outros, diante do Todo, e deve fazer brotar a atitude para com as outras pessoas, para com tudo que existe,  para consigo mesmo. Desta atitude vai decorrer a atenção, o respeito e a confiança que cada um deve cultivar e propagar; fazendo destas um instrumento convivência e comunhão.

A atenção, quando voltada para a importância de cada ser (e não por qualquer tipo de conveniência ou interesse), faz sentir e reconhecer que há uma finalidade/um propósito por trás de cada existência – daí advém o respeito pelo nível e estágio de cada um...

O respeito, por sua vez, leva a confiança, e ambos manifestam-se no sentimento de inerência entre o eu e o outro, seja pela disponibilidade em aceitar-se e ao outro na condição aprendiz; em nível e estágio de entendimento/consciência, seja na realização gradativa do propósito que lhe cabe – gradação que é sentida pelo que o coração, a serenidade e a paz interior revelam...

A saber: confiança é sentir, de inerência e pertencimento, que se forma interiormente através do que cada um percebe, vivencia, aprende, apreende, compreende – desta advém à força, a fé e a firmeza interior...

É por aí, principalmente, que se encaminha e caminha no sentido da harmonia interior e exterior, pela condição que esta dá; de ser e estar em comunhão...


Usee

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O "amor"






Acostumou-se a dividir o amor
A colocá-lo em conflito
A dá-lhe nome e proveito
A permiti-lo ou negá-lo...

Acostumou-se a distinguir o amor
A apegar-se ao amor
A “matar por amor”
A odiar o/por amor...

E aprendeu-se que o amor é “coisa”
que se dá quando se recebe
e que, se recebe tem que dá...

Reivindicou/a-se que amor é sentimento,
contentamento, amizade, paixão...

E estão certos que o amor
é compaixão, fraternidade, atenção,
dispensadas em um momento, por um motivo e ocasião...

E estão muito certos..., tão certos...

Exceto de que o AMOR é AMOR,
Sem nome, sem cara, sem razão...

Usee
(Imagem do Google)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As situações, o sofrimento e o aprendizado



Google Imagem


A essência do sofrimento é não enxergarmos toda e qualquer situação como aprendizado...”. [ArqueiroHur]*.

"Toda e qualquer situação" quer dizer: as que criamos, com nossas atitudes e ações, e as que se instalam em nós através da permissão, da acomodação, do conformismo, da reação, produzindo o sofrimento e sua manutenção.

Criamos situações, voluntariamente, por nossas escolhas e permissões (advindos todos do querer, das atitudes e ações), ou involuntariamente, quando o externo incide sobre nós sem aviso prévio (acidentes, incidentes, supostas perdas, etc.). Entretanto, aquilo que não se pode evitar (o involuntário), pode-se observar, aceitar e compreender como aprendizado, sim! – sua fonte/origem, dentro ou fora de nós, também deve ser observada, para produzir o perdão, o rever, a aceitação desta como condição de aprendizagem e libertação...

As situações podem se constituir voluntaria ou involuntariamente, no entanto, o sofrimento só ganha solo e se mantém quando não há abertura para o aprendizado. Só através deste aprendizado acontece a revisão, o perdão a libertação da dor, pela transformação (interior e exterior) que estes desencadeiam.


Usee

* http://arqueirohur.blogspot.com.br/2014/08/o-sofrimento.html


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Permitir-se habitar pelo Amor: um exercício, um trabalho.


Postagem original em 25/06/2013


Quando o ser humano se permite habitar pelo Amor, ele abre espaço para reconhecer e compreender, em si e nos outros, o que deve ser cultivado e mantido e o que deve ser modificado e transformado.

Entretanto, mudança e transformação têm (e deve ter) ponto de partida e de chegada em cada um, individualmente, pelo esforço que se faz (e deve fazer) para rever e abandonar vícios, hábitos, crenças, valores, condutas e comportamentos que lhes impeçam de elevar-se...

Em nós, o Amor começa a ser exercido quando reparamos nossa ‘aridez’ interior e tornamos propício/fértil o Solo do Coração, para que Ele o habite...

Deixar-se habitar pelo Amor é ver-se a si e ao outro com respeito e amorosidade. É respeitar a tudo e todos, a começar por si mesmo. É olhar a si mesmo, observar-se, perdoar-se, rever-se, transformar-se, colocando-se em consonância com a Vontade Divina. É aprender a escutar o coração e suas razões. É perdoar ao outro, incondicionalmente. É se entregar ao amparo desse amor, refletindo-o nas atitudes e ações.


Vem do Amor o poder da cura, do reparo, da elevação. Vem do Amor a leveza, a simplicidade, a amizade, a doação... Então, permitir-se a Ele é um trabalho necessário para manter-nos íntegros e consoantes à Vontade do Pai.

Obviamente que o Amor, que aqui me refiro, é algo a ser vivido pela observação de sua manifestação através de toda Criação e do que Ela reflete – seja através do SER de cada um;  no que Ele dissemina, seja através dos eventos; situações, acontecimentos... –. É um trabalho, a ser aprendido, um exercício a ser feito, mediante desprendimento, doação, entrega e respeito (a si e aos outros).


Usee

"O autoconhecimento é um processo" e "Sua luta é a luta humana"


Google Imagem


O autoconhecimento é um processo

Assim, para compreender os inumeráveis problemas que cada um de nós tem, não é essencial que haja autoconhecimento? E esta é uma das coisas mais difíceis, autoconsciência – o que não significa isolamento, afastamento.

Obviamente, conhecer a si mesmo é essencial; mas conhecer a si mesmo não implica um afastamento da relação. E seria um erro, certamente, pensar que a pessoa pode se conhecer significativamente, completamente, integralmente, por meio do isolamento, da exclusão, ou indo a algum psicólogo, ou sacerdote; ou que se pode aprender sobre si mesmo por meio de um livro.

O autoconhecimento é, obviamente, um processo, não um fim em si mesmo; e para se conhecer, a pessoa deve estar consciente de si mesma em ação, o que é relação.


Você se descobre, não no isolamento, não afastado, mas na relação, na relação com a sociedade, com sua esposa, seu marido, seu irmão, com o homem; mas descobrir como você reage, quais são nossas reações, requer uma extraordinária vigilância da mente, uma sutileza de percepção
Krishnamurti, What Are You Doing with Your Life?



Google imagem



Sua luta é a luta humana

 “Uma revolução total, enriquecedora não pode acontecer a menos que você e eu compreendamos a nós mesmos como um processo total.

Você e eu não somos indivíduos isolados, mas somos o resultado de toda a luta humana com suas ilusões, fantasias, buscas, ignorância, esforço, conflito e miséria. A pessoa não pode começar a alterar a condição do mundo sem compreender a si mesma.

Se você vê isso, há, imediatamente, uma revolução completa dentro de você, não há? Então, nenhum guru é necessário, pois o conhecimento de si mesmo ocorre de momento a momento, não é o acúmulo de boatos, nem está contido nos preceitos dos mestres religiosos. Porque você está descobrindo a si mesmo em relação com o outro de momento a momento, a relação tem um significado completamente diferente.

Relação, então, é uma revelação, um constante processo de descoberta de si mesmo e, a partir desta autodescoberta, a ação acontece. Assim, o autoconhecimento só pode chegar por meio da relação, não pelo isolamento.

Relação é ação, e autoconhecimento é o resultado da vigilância em ação”.

Krishnamurti, What Are You Doing with Your Life?


domingo, 3 de agosto de 2014

A consciência de nosso estado interior...

Postagem original em 17/12/2012
Google Imagem


Só temos consciência de nosso estado/condição interior, na medida em que somos postos à prova ou desafiados pelas situações, pelas atitudes alheias, pelos julgamentos, pela “carga” que o externo faz incidir sobre nós (em todos os sentidos e de todas as formas) e nos mantemos firmes no propósito e determinados ao caminho...

Do mesmo modo, só compreendemos o que nos cabe e é devido, e por onde devem ir nossas escolhas e passos, mediante o aprendizado que “estes” engendram, quando  estamos abertos a ele.

Só precisamos perceber os sinais e reconhecer nossas limitações ali, onde nos cabe rever e modificar, a fim de nos mantermos firmes...

Usee


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Liberdade do caminhar...



Google imagem


A "linha" que nossos olhos alcançam no horizonte é um sinal de nossa limitação...(mas não só no horizonte físico!).

Mas, já observaram que independente e à revelia da linha que nossos olhos percebem, um horizonte sempre se alarga e encomprida, na proporção/medida que avançamos? (Certamente que sim! Mas, que entendimento adveio daí??).

Assim acontece quando somos despertados para o Caminho; do Amor, da Luz, da Verdade, o horizonte se alarga e encomprida na medida em que damos passos, exigindo de nós aceitação e determinação no caminhar...

O contrário disso, também acontece, pela escolha em manter-nos na limitação do "olhar" (pelo modo de ver, viver, aceitar...).

Mas, a "linha" no horizonte é sinal da impossibilidade de alcança-lo? 
Não!! 
É sinal de que o caminho/caminhar é ininterrupto, de que os passos devem ser constantes, que não deve haver estagnação... É sinal, principalmente, da condição que nos é dada, para que possamos avançar (consciência, entendimento, aceitação...) e nos libertar (da amarras do conforto, da estagnação, etc.).

Diante do Horizonte ao qual me refiro, o “olhar” tanto pode nos manter limitados como pode nos libertar. O horizonte, por sua vez, tanto pode nos amedrontar/acovardar como nos pode animar, para a liberdade do caminhar.

E esta liberdade só se goza no/ao caminhar...


Usee


SAL DA TERRA...


Google imagem


“VÓS SOIS O SAL DA TERRA
VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO
NINGUÉM MAIS QUER O SAL QUANDO ELE PERDE O SEU SABOR
NINGUÉM ACENDE A LUZ PARA ESCONDE-LA LOGO APÓS.
[...]
HÁ MUITO PRATO INSÍPIDO NUM MUNDO SEM SABOR
HÁ MUITA ESCURIDÃO CEGANDO O MUNDO SEM AMOR.
[...]
A VIDA SEM TEMPERO MUITA GENTE SOFRE A DOR
EXISTE ESCURIDÃO PORQUE NINGUÉM ACENDE O AMOR”.




... busquemos a proporção do AMOR!

Postagem original em 18.08.2013

A Verdade a tudo revela,
e por amor tudo faz sabido.
A Luz a tudo ilumina,
e por amor a tudo aclara...
O AMOR a todos ama,
e por amor a todos aguarda...




Então, busquemos a proporção do AMOR!



Guardemos em nós lugar para o Amor!
Sedimentemos em nós a Verdade do Amor!
Alimentemos em nós a Luz do amor!

Guardemos, sedimentemos, alimentemos,  
a proporção do AMOR!


Usee
  

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Caminhos do ego, Caminhos do Amor...




Sem referência



Quando reconhecermos e compreendermos os caminhos do ego, também o faremos em relação aos caminhos do Amor.

Tal reconhecimento e compreensão terá nascido da observação, da revisão, do ato de amor para consigo e para com os outros...


Usee

terça-feira, 1 de julho de 2014

O "ego" e o SER (Revisto)

                                                          Postagem original em 01.09.2012
                                            Google imagem

O “ego” é o outro lado de mim,
agregado a meu Ser.

É o lado do meu “eu”
suscetível ao externo
com suas influências e mutações...

É ele que, em sua suscetibilidade,
se “rende” e se deixa levar,
resiste, faz barulho e esperneia,
projeta, sonha, deseja, quer,
afastando-se do Ser.

É ele que renega e sonega 
a Essência e Natureza,
da parte Divina que há em mim.

Se me curvo ao ego e me rendo a suas artimanhas,
 perco-me, sujeito-me às ilusões do mundo.
Passo a viver sob e sobre sua influência e direção.


  
O retorno do ego ao Ser se dá através do Amor...
É pelo sentir, e tocado pelo Amor, que ele se converte.
Pois observa-se, e revendo se transforma...

Usee

"O que é o ego?"

Sem referência



A busca por poder, posição, autoridade, ambição, e todo o resto são formas do ego em todos os seus diferentes meios.

Mas o importante é compreender o ego e estou certo que vocês e eu estamos convencidos disto.

Se me permitem acrescentar aqui, vamos ser sérios a respeito deste assunto; porque sinto que se vocês e eu como indivíduos, não como um grupo de pessoas pertencentes a certas classes, certas sociedades, certas divisões climáticas, pudermos compreender isto e agir a partir daí, então penso que haverá uma revolução verdadeira.

No momento que isto se torna universal e melhor organizado, o ego se abriga aí; por outro lado, se você e eu como indivíduos podemos amar, podemos levar isto, de fato, para a vida cotidiana, então a revolução que é tão essencial acontecerá.

Vocês sabem o que quero dizer com ego?

Com isso, quero dizer a ideia, a memória, a conclusão, a experiência, as várias formas de intenções nomeáveis e não nomeáveis, o esforço consciente para ser ou não ser, a memória acumulada do inconsciente, o racial, o grupo, o individual, o clã, e tudo isto, seja projetado externamente em ação, ou projetado internamente como virtude; a luta atrás de tudo isto é o ego.

Nele está incluída a competição, o desejo de ser. A totalidade desse processo é o ego; e nós sabemos de fato, quando estamos frente a ele, que ele é uma coisa maligna.

Estou usando a palavra maligna intencionalmente, porque o ego divide; o ego está fechado nele mesmo; suas atividades, conquanto nobres, são separadas e isoladas.

Sabemos tudo isto. Também sabemos como são extraordinários os momentos em que o ego não está, em que não há sentido de esforço, de empenho, e que acontecem quando existe amor.

Krishnamurti, J. Krishnamurti, The Book of Life