sábado, 4 de janeiro de 2014

O Despertar ( II )



Desconheço a autoria desta imagem

"Por vezes, as palavras de um sábio têm em vós um tal eco que vós pensais: «Mas eu já conheço tudo isto... já sabia... tinha-o aprendido algures... como foi possível esquecê-lo?» Vós esquecestes porque depois passastes por caminhos cujo pó acabou por cobrir esse saber. Mas ele continua lá, encafuado, adormecido, em vós, e é preciso que alguém venha despertá-lo. Esse alguém dá umas pancadinhas na vossa porta, projeta alguns raios de luz e então vêm à superfície recordações milenares. Para alguns, essa subida dá-se muito rapidamente; para outros, será preciso esperar muito mais tempo.

Nós devemos escutar a palavra dos sábios para recordarmos o que já sabemos. Sim, os sábios falam-nos daquilo que já sabemos, mas que ainda está adormecido nas profundezas do nosso ser. Esse saber foi o Criador que o inscreveu em nós desde o começo, e as palavras dos sábios só despertam o eco dele."

Omraam Mikhaël Aïvanhov





A propósito do escrito de Omraam:


Sim! A palavra “fala” e pode despertar o que está adormecido, e nisto consiste o verdadeiro saber! Mas, apenas e na medida em que exista abertura para que isto ocorra.

Eu posso/podemos muito bem escutar a palavra de um sábio, sentir que “sei”/sabemos o que foi dito (num misto de insigth), sem, contudo, dar atenção, observando-me ali, onde a consonância e o reconhecimento ecoaram.

O despertar pela palavra (de um sábio) acontece apenas quando, ao reconhecer uma verdade que habita em mim, eu a observo e a faço vigorar em minhas atitudes, em meu dia a dia...; reparando-me, revendo-me, transformando-me, atuando...

Por outro lado, esta verdade deve coadunar com uma Verdade maior que está em cada ser (não deve ser a “minha” verdade). Assim sendo, não é necessariamente um sábio a revela-la através da palavra...

O mesmo Criador que inscreveu a verdade no sábio e em mim, também a inscreveu em todos ser criado, então, pela atenção, cada um (pessoa) pode percebê-la e compreendê-la (saber), alimentar-se e revigorar-se nela, não pela "apropriação" que produz a  erudição, mas pela comunhão, pelo pertencimento...

Assim posto, que não seja apenas um sábio a despertar a verdade que nos habita adormecida! (até porque, antes, é preciso reconhecer um sábio e sua sabedoria... e daí, podemos ficar ali esperando, esperando... um sábio nos aparecer...). É preciso estar atentos e abertos à verdade interior. Quando isto acontece nos abrimos, também, para a Unidade com o Todo.

Que estejamos, então, abertos para escutar as “falas” que vem de cada ser, no seu modo de manifestar e revelar a Grandeza, Sabedoria e Verdade Divina.

Que isto constitua um despertar, não há dúvida!


Usee


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