sexta-feira, 25 de abril de 2014

Contemplação, Meditação...

                                                        Postagem original em 20.05.2013


CONTEMPLAÇÃO: pelo olhar e pelo sentir (sentidos e coração), perceber, absorver, sorver, fundir-se no manifestar da Criação, alimentando-se, entregando-se, comungando, sentindo-se parte indivisa da Unidade / do TODO.





MEDITAÇÃO: Compreender-se e a Tudo neste Todo; a ligação, a comunhão indissolúvel... Compreender o movimento, as mudanças, a relação, as leis... Compreender-se envolvido na (pela) trama do Mistério, que em/a Tudo revela a Grandeza e o Amor de Deus, evidenciando a realização de Sua Vontade, pelo acontecer/suceder a que toda Criação está submetida, através Universo Evolutivo...


Imagem: Vitória Tigre


Pela CONTEMPLAÇÃO e pela MEDITAÇÃO o trabalho constante sobre si: o foco/atenção, a revisão, o perdão, a limpeza, o aprendizado, a mudança, o apartar-se do que aprisiona, a liberdade/arbítrio... o ENCONTRO...

Usee


O Sentir do Coração e a Meditação


A vivência da espiritualidade é o evento mais fundamental de nossa existência encarnada. É por ela que nos ligamos a fonte e ao Todo, dando significado e sentido a nossa passagem por este mundo. É pelo sentir e pela meditação, num ato de entrega e doação, que a experimentamos mais intimamente.  [Usee]

                                                               Postagem original em 10/11/12
Foto: Aleh

A parte de nós que nos faz cientes do Projeto Divino – “Projeto” que a Criação comunica – é o “Coração”.

É por ele que o sentimento da Unidade se forma em nós, como sentimento interior de pertencimento e união, revelando, em consciência, o que nos faz partícipes da engrenagem da Vida e da Existência aqui na Terra.

Esta é uma condição que nos cabe como filhos da Criação e por sermos, em princípio, Espírito – fonte Originária da existência encarnada; Verdade/Essência revelada pelo Ser.

A meditação nos pode revelar esta condição, uma vez que, por seu intermédio, podemos escutar o que revela nosso Ser; no “sentir” do Coração...

Quando permitimos que flua em nós o “sentir do Coração”, quando pela escolha e pelo trabalho interior criamos a ocasião para que isto aconteça, temos a capacidade de nos separar do que o externo produz e de sua influência sobre nós – seduções, desequilíbrios, deduções...

– Tudo isso é ascético de mais, transcendente de mais! – Haverão de pensar... Sim, é!

Mas este é um estado interior possível e necessário na entrega ao Caminho, se (e quando) nos propomos viver a espiritualidade, na (a) Verdade, na (segundo a) Unidade...

Foto: Usee

Alcança-o quem, pela Meditação, silencia-se, aquieta-se, desliga-se do barulho e das “preocupações” que o externo produz e "das perguntas que fluem do controle disfarçado, enrustido na mente".

Para isso, há que se desligar também da atitude de “reflexão”, já que esta (apesar de ser entendida como meditação) foge ao seu real sentido, uma vez que produz o movimento interior de pensar e repensar, avaliar, criticar, emitir juízos; "exprimindo os desejos dentro dos conceitos do mundo e do que se 'quer'” – do querer de cada um – (sobre coisas, pessoas, situações, acontecimentos...).

Meditar é aquietar-se, silenciar-se, desligar-se, verdadeira e radicalmente do externo, pela entrega interior; “largando-se ao já apontado, ao que a Voz Interior e o Universo já indicaram”, e pela “concentração mental” no Espírito.

"Concentrar mentalmente" é libertar a mente do hábito do pensar “por si” e fazê-la escutar o Coração, sintonizando-se com ele, deixando-se mover pelo sentimento de “elevação” interior...

Foto: Usee

Neste estado de “meditação” a consciência ascende e transcende; elevando-nos, pelo Espírito (espiritualmente)... Nosso Ser se realiza nesta entrega.


Usee


"Conhecer todo o conteúdo do seu pensamento"

                                                            (Google imagem)



Não ser coisa alguma é o começo da liberdade. Assim, se você é capaz de sentir, de entrar nisto descobrirá, conforme estiver consciente, que você não é livre, que está limitado a muitas coisas diferentes, e que, ao mesmo tempo, a mente espera ser livre. E você pode ver que as duas coisas são contraditórias. Então a mente tem que investigar por que ela se prende a alguma coisa.

Tudo isto implica trabalho duro. É muito mais árduo do que ir ao escritório, do que qualquer tarefa, do que todas as ciências reunidas. Porque a mente humilde, inteligente está interessada em si mesma sem ser egocêntrica; portanto, ela tem que estar extraordinariamente alerta, consciente, e isso significa verdadeiro trabalho árduo todo dia, toda hora, todo minuto.

Isto exige trabalho insistente, pois a liberdade não chega facilmente. Tudo impede – sua esposa, seu marido, seu filho, seu vizinho, seus Deuses, suas religiões, sua tradição. Tudo isto o impede, mas você as criou porque quer segurança. E a mente que está buscando segurança nunca pode encontrá-la. Se você observou um pouco no mundo, sabe que não existe tal coisa como segurança. A esposa morre, o marido morre, o filho vai embora, alguma coisa acontece.

A vida não é estática, embora gostássemos que fosse. Nenhuma relação é estática porque a vida é movimento. Essa é uma coisa a ser percebida, a verdade a ser vista, sentida, não uma coisa para se argumentar a respeito. Então você verá, ao começar a investigar, que isto é realmente um processo de meditação.

Mas não fiquem hipnotizados com essa palavra. Estar consciente de cada pensamento, saber de que fonte ele brota e qual a sua intenção, isso é meditação. E conhecer todo o conteúdo de seu pensamento revela a totalidade do processo da mente.

J. Krishnamurti, The Book of Life






terça-feira, 22 de abril de 2014

Uma vez que compreendi...


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Pelo que me foi/é dado compreender,
não me cabe calar ou me omitir,
mas respeitar, silenciar, escutar,
com clareza me pronunciar,
e, movida por meu Ser, atuar...

Uma vez que compreendi,
não me é devido persistir num passado de ilusão,
movendo-me por ele, vacilando, repetindo, propagando-o,
me é dado refletir, transformar, caminhar...


Usee

Escolha, decisão e firmeza (Revisto)

                                             
                                                         Publicação original em 28.07.2012

Voltar-se para si, compreender-se,
rever-se no que for necessário,
depreender-se do controle e do querer,
exige escolha e decisão,
e exige o abandono da ilusão...

Acolher-se na intimidade de seu Ser,
determinar-se ao caminho,
a Verdade, a Luz...
Exige entrega e vigilância...,
mas antes, decisão e firmeza.

Usee

domingo, 20 de abril de 2014

"A BUSCA – Parte III" - J. Krishnamurti



Imagem: Usee


“Como, através de estreita janela,
contemplamos uma única folha verde,
de uma parte do vasto céu azul,
assim também comecei a Te perceber,
no começo de todas as coisas.
E, como a folha se descoloriu e murchou,
e de escura nuvem a nesga celeste se encobriu,
assim também Tu esmaeceste e desaparecestes,
para renascer outra vez,
como aquela folha verde e o reduzido espaço
de céu azul.
Por muitas vidas vi passar o frígido inverno
e a verde primavera.
Aprisionado em minha pequena alcova,
eu não via a árvore inteira e todo o céu,
e jurava que não existia a árvore e nem o vasto céu
- Para mim, era aquela a Verdade.

Com a ação destruidora do tempo, minha janela cresceu.
E contemplei então um ramo com muitas folhas
e uma vasta expansão do céu, com muitas nuvens.
Esqueci a folha verde solitária e aquele pequeno espaço da imensidão azul.
Jurava que não existia a árvore, nem o céu imenso.
- Para mim, era aquela a Verdade.

Cansado da prisão,
da estreita cela,
revoltei-me contra minha janela,
Com os dedos a sangrar,
arranquei tijolo após tijolo,
e contemplei então
a árvore inteira, seu tronco majestoso,
seus ramos numerosos, suas miríades de folhas,
e uma imensa parte do céu.
Jurava que não existia outra árvore, 
nem outra parte do céu.
- Era aquela a Verdade.

Aquela prisão já não me retém,
saí a voar através da janela.
Ó amigo,
Agora contemplo todas as árvores e a vastidão 
do infinito.
E embora eu viva em cada folha e em cada nesga 
do vasto céu azul,
Embora eu viva em cada prisão a espreitar 
por estreitas frestas,
Sou livre.
Não! Nada mais me prenderá.
- ESTA é a VERDADE.”

A BUSCA – Parte III

J. Krishnamurti

Publicado por: 
http://www.rp-bahia.com.br/biblioteca/ebooks/a_busca-krishnamurti.pdf

Observemos ao nosso redor!


















Observemos ao nosso redor!
Adiante das questões, aparências, 
interesses, sentimentos e ilusões 
em que nos escoramos...

















O b s e r v e m o s !!...


É o movimento do Universo
e o trabalho de cada Ser se dando,
livre, amorosamente, no e pelo Todo!



















Se/quando formos capazes de observá-los,
nossos olhos se abrirão e verão
o que o Coração sente e pode sentir:

o Amor manifesto da Criação
revelado na Natureza; no Ser de cada coisa,
sempre presente, atuando e pronto para nos guiar.




















É o exemplo que precisamos e que nos é dado
para observar e perceber o amparo e o aguardo,
por nossa escolha e decisão pelo rever
e pela entrega ao trabalho evolutivo.



Usee


sábado, 19 de abril de 2014

Silêncio e Respeito...


Postagem original em 16.03.2013













É somente quando aprendo a silenciar-me diante do outro, quando deixo de adivinhar ou supor, pela aparência, o que acontece em seu interior, e de julgar suas atitudes e escolhas, que aprendo a respeitá-lo.

Do mesmo modo, somente me respeito quando me silencio diante de mim, reconhecendo-me na condição de pessoa falha e de aprendiz, abrindo-me à revisão e ao perdão...

O outro, como eu, precisa dar seus passos, reconhecer-se, aprender, caminhar por si...


Mas entendamos!


“Respeitar” não é aceitar o outro em seu “modo de ser”; sendo conivente (seja por interesse ou indiferença)...

É perceber e compreender seu estágio ou estado de consciência (ou de ignorância), assim como percebo e compreendo o meu...

Este respeito se traduz em aprendizado..., um aprendizado que vai se dando todos os dias, pelo olhar, pelo observar, pelo reconhecer, pelo rever, pelo trabalhar...

Usee


DIVERSIDADE (ArqueiroHur)


Postagem original, em 09.07.2013


DIVERSIDADE

Se você ainda se surpreende com as atitudes alheias,
seja por decepção (esperar mais)
ou por elas superarem suas expectativas,
é sinal de que você ainda não compreendeu
e ou não aceitou aonde nos encontramos,
com os mais variados níveis e estágios de consciência.
Pois esperar/contar que o outro tenha
a mesma compreensão sua
e atitudes condizentes com o seu entender,
é viver na ilusão de uma igualdade
que ainda não se possui aqui, neste plano e dimensão.

É não se reconhecer
e desconhecer o próprio processo da Mãe Terra,
ignorando por tal,
o que se veio fazer aqui.



E assim, manter-se em plena ignorância
na vibração da expectativa ou decepção,
que não condiz com a evolução e com a LUZ,
que atuam com a consciência
e reconhecimento de onde
e com “quem ou o que
se interage...

A diversidade vibratória ainda existente aqui neste plano/dimensão,
só terá fim quando o processo de ascensão
da Mãe Terra tiver sido totalmente efetuado.
Ou seja, quando a transição planetária
(que é o momento que estamos vivendo/passando,
onde a Mãe Terra esta deixando uma vibração mais densa 
e se capacitando/preparando para uma vibração mais elevada e harmônica)
for concluída,
aí sim teremos a harmonia/igualdade
tão desejada e trabalhada por todos
do Universo Evolutivo.



Então, o que nos cabe ainda aqui,
é procurar mantermo-nos conscientes,
percebendo/SENTINDO tanto o que nos cerca,
como os ‘recados’ que nos são dados diariamente
pelo Universo Evolutivo,
no eterno aprendizado 
que é individual
e fruto do trabalho, esforço e entrega.

Não é o outro que deve se adequar a você.
É você, que tendo se reconhecido e se revisto,
passa a vê-lo de outro modo,
dando-lhe, paralelamente, 
a oportunidade da mudança.


ArqueiroHur
http://arqueirohur.blogspot.com.br/


terça-feira, 15 de abril de 2014

Clareza, firmeza e coerência interior

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Cada pessoa pode, a partir da Luz de sua Consciência – no que ela lhe instrui –, perceber o que não é coerente com aquela que deve ser a mudança de atitude diante da Vida, diante dos outros, diante do Mundo, diante da Criação... E esta "percepção" deve começar pelo que há de mais corriqueiro (e que damos mínima ou nenhuma atenção). É através do diário (hábitos, afazeres, etc.) que empreendemos as maiores transformações, em nós e ao nosso redor.

Dois exemplos:

1. Quando, diante de alguma tarefa a realizar, perguntar-se qual o melhor caminho a tomar a fim de realiza-la, deixando o Coração indicar e a Luz do Ser guiar..., Caso se suponha incapaz em realizar algo que o sentir revela necessário, não dizer “eu não sei ou não posso”, mas “vou tentar, eu posso”. ISTO CONSTITUI CLAREZA E FIRMEZA INTERIOR.

2. Perguntar-se: o outro me “decepcionou”, por quê? Qual o motivo do efeito desta decepção em mim? Que as respostas possam levar ao entendimento mais elementar: é preciso aprender a não guardar ou alimentar o efeito das decepções (quando este sentimento nos invade) ou do que supomos e julgamos ingratidões e traições, estas, só existem (só as identificamos) quando colocamos expectativa e esperamos muito/algo de uma pessoa. Em lugar desta atitude, é preciso nos voltar para o nosso próprio modo de ser e atuar. É preciso aprender que o "outro" é um horizonte que não nos cabe alcançar e um "terreno" onde não nos cabe pisar... ISTO CONSTITUI COERÊNCIA INTERIOR.


Usee

Firmeza, Retidão e Paz Interior


                                                Postagem original em 11.11.2012
Foto: Usee


A Paz Interior que alguns experimentam
e que refletem em seu modo de ser, agir e viver;
traduzindo Sabedoria Luz/Verdade
se deve, certamente, à convicção e firmeza no caminho.

Quem se encaminha firme e decididamente,
é porque se aquietou, desapegou-se, entregou-se,
cultivou e se guiou pela Verdade/Luz de seu Ser,
com simplicidade, sabedoria e retidão.

É de cada um a escolha e o esforço
e é de cada um a convicção e a firmeza,
no sentido da Paz Interior
e no sentido de encaminhar-se e guiar-se,
pela Verdade/Luz de seu Ser...

Usee


domingo, 13 de abril de 2014

Afastar-se do mundo é saber estar nele...


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Na medida em que nos afastamos do "mundo"; de suas demandas, artimanhas e ilusões, criamos condições para reconhecer e viver a dimensão mais profunda e fundamental da existência.

Além disso, não se sentir encaixado nele e participe de sua trama, longe de ser estranho, é sinal de encontro, consigo e com esta dimensão...

“Afastar do mundo” não quer dizer isolar-se, ignorá-lo ou eximir-se dele, mas saber estar nele, em consciência, sendo sinal e exemplo de transformação.

Usee

"Nossa responsabilidade"



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Para transformar o mundo, devemos começar conosco mesmos; e o importante em começar conosco mesmos é a intenção.

A intenção deve ser compreender a nós mesmos e não deixar para os outros se transformarem ou provocarem uma mudança modificada pela revolução, ou pela esquerda ou pela direita.

É importante compreender que esta é nossa responsabilidade, de vocês e minha; pois, conquanto pequeno o mundo possa ser, vivemos nele, se pudermos nos transformar, trazer um ponto de vista radicalmente diferente para nossa existência diária, então talvez possamos afetar o mundo livremente, a relação ampliada com os outros.


J. Krishnamurti, The Book of Life