sexta-feira, 25 de abril de 2014

"Conhecer todo o conteúdo do seu pensamento"

                                                            (Google imagem)



Não ser coisa alguma é o começo da liberdade. Assim, se você é capaz de sentir, de entrar nisto descobrirá, conforme estiver consciente, que você não é livre, que está limitado a muitas coisas diferentes, e que, ao mesmo tempo, a mente espera ser livre. E você pode ver que as duas coisas são contraditórias. Então a mente tem que investigar por que ela se prende a alguma coisa.

Tudo isto implica trabalho duro. É muito mais árduo do que ir ao escritório, do que qualquer tarefa, do que todas as ciências reunidas. Porque a mente humilde, inteligente está interessada em si mesma sem ser egocêntrica; portanto, ela tem que estar extraordinariamente alerta, consciente, e isso significa verdadeiro trabalho árduo todo dia, toda hora, todo minuto.

Isto exige trabalho insistente, pois a liberdade não chega facilmente. Tudo impede – sua esposa, seu marido, seu filho, seu vizinho, seus Deuses, suas religiões, sua tradição. Tudo isto o impede, mas você as criou porque quer segurança. E a mente que está buscando segurança nunca pode encontrá-la. Se você observou um pouco no mundo, sabe que não existe tal coisa como segurança. A esposa morre, o marido morre, o filho vai embora, alguma coisa acontece.

A vida não é estática, embora gostássemos que fosse. Nenhuma relação é estática porque a vida é movimento. Essa é uma coisa a ser percebida, a verdade a ser vista, sentida, não uma coisa para se argumentar a respeito. Então você verá, ao começar a investigar, que isto é realmente um processo de meditação.

Mas não fiquem hipnotizados com essa palavra. Estar consciente de cada pensamento, saber de que fonte ele brota e qual a sua intenção, isso é meditação. E conhecer todo o conteúdo de seu pensamento revela a totalidade do processo da mente.

J. Krishnamurti, The Book of Life






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