domingo, 25 de maio de 2014

"Valor"


Imagem: Camila Coelho

Valor é sempre valor, seja do ponto de vista que for.
Mas qual a fonte do valor?

Quando advindos do coração,
os Valores libertam, harmonizam,
posto que unem, reúnem, unificam.

Quando oriundos do externo,
os valores iludem, aprisionam,
segregam, violentam, separam...

Se o Valor for fonte de amor, compaixão, perdão, reparação..., 
Então, beba em sua fonte e dele se alimente!


Usee


"Libertação da ignorância, do sofrimento"


Sem referência


"Nós ouvimos com esperança e medo; buscamos a luz do outro, mas não estamos alertamente (sic) passivos para sermos capazes de compreender.

Se o liberado parece preencher nossos desejos, nós o aceitamos; se não, continuamos nossa busca por aquele que o fará; o que a maioria de nós deseja é gratificação em diferentes níveis.

O importante não é como reconhecer aquele que é iluminado, mas como compreender a você mesmo.

Nenhuma autoridade aqui ou lá adiante pode lhe dar conhecimento de si mesmo; sem autoconhecimento não há libertação da ignorância, do sofrimento."

J. Krishnamurti, The Book of Life


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Distâncias

Google imagem



O homem cria a distância
e inventa meios para encurtar distâncias,
não sabendo ele que estes alargam ainda mais
o hiato, e mesmo o abismo,
entre si e os outros, entre si e o Todo,
uma vez que anula e violenta a Vida,
a existência e a dignidade.

Usee

Cegueira e Egoismo


                                                    Postagem original em 16.11.12
Foto: Usee

É comum nos indignarmos com os "maus tratos" 
para com a Mãe Terra e a Natureza,
para com nossos próximos, diante das mazelas, da miséria...

Queixamo-nos das consequências 
que o “homem” produziu,
com seu egoísmo e ganância  desmedidos.

Mas é INCOMUM olhar e reconhecer,
no dia a dia, nossas atitudes egoístas...
Não assumimos  "nossa própria" responsabilidade,
pelas  consequências que estas produzem. 

Não enxergamos o óbvio:
a “paisagem exterior” nada mais é
que um reflexo de nossa “paisagem interior”.
[refletem nosso egoismo, cegueira e dormência interior]

Usee


sábado, 3 de maio de 2014

Sobre o examinar-se, a Consciência/Autoconsciência e a Meditação...



Fonte ignorada



Acendendo a chama da autoconsciência

Se você acha difícil estar consciente, então experimente anotar cada pensamento e sentimento que surge ao longo do dia; anote suas reações de inveja, ciúme, vaidade, sensualidade, as intenções por trás de suas palavras, e assim por diante. Use algum tempo antes do café da manhã anotando-as, o que pode necessitar que se vá para cama mais cedo e deixar de lado algum assunto social. Se você anotar estas coisas quando puder, e a noite antes de dormir examinar tudo que escreveu durante o dia, estudar e examinar sem julgamento, sem condenação, começará a descobrir as causas ocultas de seus pensamentos e sentimentos, desejos e palavras.

Ora, o importante nisto é estudar com livre inteligência o que você anotou, e ao estudar você ficará consciente de seu próprio estado. Na chama da autoconsciência, do autoconhecimento, as causas do conflito são descobertas e consumidas. Você deveria continuar anotando seus pensamentos e sentimentos, intenções e reações, não uma vez ou duas, mas durante um considerável número de dias até ser capaz de estar consciente deles instantaneamente.

Meditação não é apenas constante autoconsciência, mas constante abandono do ego. A partir do pensamento correto há meditação, da qual vem a tranquilidade da sabedoria; e nessa serenidade o mais elevado se realiza.

Anotar o que se pensa e sente, os desejos e reações, gera uma consciência interna, a cooperação do inconsciente com o consciente, e isto leva à integração e compreensão.

 J. Krishnamurti, The Book of Life
Pensamento do dia 26.04.2014


Imagem C.H. Leal



A generosidade do coração é o início da meditação

Nós vamos falar sobre uma coisa que necessita de uma mente que possa penetrar muito profundamente.

Devemos começar muito perto, pois não podemos ir muito longe se não soubermos como começar muito perto, se não soubermos como dar o primeiro passo. O florescimento da meditação é bondade, e a generosidade do coração é o início da meditação.

Nós falamos sobre muitas coisas relacionadas com vida, autoridade, ambição, medo, ganância, inveja, morte, tempo; falamos sobre muitas coisas.

Se você observar, se examinar isto, se você ouviu corretamente, estas são as fundações de uma mente capaz de meditar.

Você não pode meditar se é ambicioso, pode brincar com a ideia da meditação. Se sua mente é dominada pela autoridade, limitada pela tradição, aceitando, seguindo, você nunca saberá o que é meditar na sua extraordinária beleza.

É a busca de sua própria realização através do tempo que impede a generosidade. E você precisa de uma mente generosa, não só uma mente ampla, uma mente cheia de espaço, mas também um coração que dá sem pensamento, sem um motivo, e que não procura nenhum prêmio em retribuição.

Mas para dar o pouco que se tenha ou o muito que se tenha, essa qualidade da espontaneidade de saída, sem nenhuma restrição, sem nenhuma recusa, é necessária. Não pode haver meditação sem generosidade, sem bondade que é estar liberto do orgulho, nunca subir a escada do sucesso, nunca saber o que é ser famoso; o que significa morrer para o que quer que se tenha conseguido, todo minuto do dia. Apenas em tal solo fértil essa bondade pode crescer, pode florescer. E meditação é o florescimento da bondade.

J. Krishnamurti, The Book of Life
Pensamento do dia 01.05.2014


O rever diário... II - das propensões e das vontades.

                                  Postagem original em 08.10.2013


Através de nossas propensões interiores justificamos nossos hábitos, costumes, índole, caráter, etc. Do mesmo modo, através de nossas vontades, justificamos o livre arbítrio, nossa liberdade e escolhas... Muito bem! Mas, é só? E o que estas desencadeiam e produzem, quem procura observar, rever, reparar, ou, por outro lado, se trabalhar?

Quando aprendermos a divisar onde começa nossas propensões e vontades (e o que daí advém) é porque teremos aprendido, antes, a capacidade de silenciar, de observar, identificar, reconhecer, rever e reparar nosso interior, mantendo aquilo que é essencial e reforçando o que nos faz íntegros em nosso Ser.

É no campo das propensões e das vontades que aniquilamos o verdadeiro sentido da vida e de nossa condição de ser – de ser segundo o Ser/Luz/Verdade; segundo a Vontade e Providência Divina –, pelas situações que estas criam ao ganhar suporte nas situações exteriores, de querer e poder, de falar ou calar, de agir ou estagnar/estancar, de aceitar ou recusar, de observar ou ignorar..., seja qual for o motivo ou motivação.

Mas é verdade também que são estas (propensões e vontades) a nos libertar das situações (de intranquilidade interior e separação que produzem/produzirem), desde que venham daquele horizonte de serenidade, sensatez, simplicidade, humildade, sabedoria e amorosidade que nos habita através de nosso Ser.

Uma coisa e outra devem ser divisadas a partir de cada realização, ação e reação, e mesmo de cada ímpeto. Abrir-se a esta atitude exige escolha, disponibilidade e responsabilidade, é um trabalho necessário que cada um deve realizar sobre si, diuturnamente.


Usee

O rever diário e a direção de nossas práticas e atitudes...

                                    Postagem original em 29.09.2013

O que cada um vive e como vive, assim como a mudança que promove (ou vir a promover) em  suas posturas e atitudes, resulta de suas escolhas. Do mesmo modo, se se estagna na ignorância ou se se transforma interiormente, é em decorrência de suas escolhas.

As condições e situações de aprendizado, como já foi dito tantas vezes, chegam para todos, indistintamente. Cabe a cada um escolher, entre querer mudar; trabalhando-se e transformando-se, ou ficar à espera de “melhoras”; no “conforto” que imagina ter e na acomodação a que se submete, sem trabalhar-se.

Observem determinadas condições recorrentes em nossa vida, no dia a dia:

A alegria, a coragem, a força, a sinceridade, etc. que esboçamos/transmitimos quando estamos em paz/equilibrio, assim como a tristeza, o medo, a fraqueza, a mentira, etc. que manifestamos diante da dor, das frustrações, decepções, incompreensões, etc., assumem em nós à proporção que permitimos. Somos nós a permitir que se instalem em nós, somos nós a nutri-los e reforça-los...

Tudo isso se reporta as escolhas que fazemos (todo dia, a todo o momento). Assim, as atitudes que tomamos, as posturas que assumimos, o modo como nos colocamos diante das coisas, dos outros, de nós mesmos, das situações e, por fim, de toda Criação; observando, respeitando, compreendendo, reconhecendo, ou o contrário disto, refletem o que em nós é revisto, reparado, transformado, ou reforçado.

Diante disto, no lugar de especular o motivo daquilo que nos afeta, “procurando e olhando para o externo, buscando nos acontecimentos/fatos, pessoas e no ‘dito e efetuado’”, cabe-nos e é devido perguntar-nos e observar quais foram às condições interiores que criamos para que preponderasse o desequilibrando (que tanto nos deixa “pesados” como produz afastamento e individualização).

Por outro lado, e considerando que o equilibrio nos coloca em sintonia com a Luz do Ser e  com o Todo, produzindo interiormente a harmonia a ser refletida e traduzida para o externo e fazendo vigorar a consciência e o entendimento, cabe-nos esforçar por criar e manter um/o estado de alegria, coragem, determinação, sinceridade, etc.

Faz parte deste esforço um exercício muito simples e necessário, no sentido do REVER (diário, constante), sugerido por ArqueiroHur (em um escrito seu, que publico abaixo), e que pode ser realizado sem cobranças, sem reviver situações, sem acusações,  mas com cuidado, amorosidade, leveza, compreensão...(como ele ali também sugere).

O exercício (uma “brincadeira” de perguntar-se "o que é, o que é?"), consiste em perguntar e responder a si, dentro dos acontecimentos do dia, qual foi o foco, a vibração, o aprendizado...; o que cada situação nos fez ver/perceber, o que nos ensinou, no que nos fez vibrar; o que nos fez compreender, rever, modificar/transformar...

É algo, vale reforçar, para se realizar com sinceridade, firmeza, clareza, mas também, amorosidade, leveza, compreensão e respeito.

Quando bem realizado, este exercício nos pode colocar diante de nós mesmos, na verificação diária daquilo que nos mantém ou separa da Luz/Verdade, revelando a direção de nossas práticas e atitudes e deixando falar o Ser, através de nossa voz interior...

Que compreendamos!

Somente quem vai fundo em si, descobre sua força e disponibilidade para transformar-se... E é graças a um trabalho constante que podemos nos elevar interiormente, acima situações que nos limita, faz fraquejar, prende e conforma... Quanto a isso não se pode duvidar.


Usee