sábado, 3 de maio de 2014

Sobre o examinar-se, a Consciência/Autoconsciência e a Meditação...



Fonte ignorada



Acendendo a chama da autoconsciência

Se você acha difícil estar consciente, então experimente anotar cada pensamento e sentimento que surge ao longo do dia; anote suas reações de inveja, ciúme, vaidade, sensualidade, as intenções por trás de suas palavras, e assim por diante. Use algum tempo antes do café da manhã anotando-as, o que pode necessitar que se vá para cama mais cedo e deixar de lado algum assunto social. Se você anotar estas coisas quando puder, e a noite antes de dormir examinar tudo que escreveu durante o dia, estudar e examinar sem julgamento, sem condenação, começará a descobrir as causas ocultas de seus pensamentos e sentimentos, desejos e palavras.

Ora, o importante nisto é estudar com livre inteligência o que você anotou, e ao estudar você ficará consciente de seu próprio estado. Na chama da autoconsciência, do autoconhecimento, as causas do conflito são descobertas e consumidas. Você deveria continuar anotando seus pensamentos e sentimentos, intenções e reações, não uma vez ou duas, mas durante um considerável número de dias até ser capaz de estar consciente deles instantaneamente.

Meditação não é apenas constante autoconsciência, mas constante abandono do ego. A partir do pensamento correto há meditação, da qual vem a tranquilidade da sabedoria; e nessa serenidade o mais elevado se realiza.

Anotar o que se pensa e sente, os desejos e reações, gera uma consciência interna, a cooperação do inconsciente com o consciente, e isto leva à integração e compreensão.

 J. Krishnamurti, The Book of Life
Pensamento do dia 26.04.2014


Imagem C.H. Leal



A generosidade do coração é o início da meditação

Nós vamos falar sobre uma coisa que necessita de uma mente que possa penetrar muito profundamente.

Devemos começar muito perto, pois não podemos ir muito longe se não soubermos como começar muito perto, se não soubermos como dar o primeiro passo. O florescimento da meditação é bondade, e a generosidade do coração é o início da meditação.

Nós falamos sobre muitas coisas relacionadas com vida, autoridade, ambição, medo, ganância, inveja, morte, tempo; falamos sobre muitas coisas.

Se você observar, se examinar isto, se você ouviu corretamente, estas são as fundações de uma mente capaz de meditar.

Você não pode meditar se é ambicioso, pode brincar com a ideia da meditação. Se sua mente é dominada pela autoridade, limitada pela tradição, aceitando, seguindo, você nunca saberá o que é meditar na sua extraordinária beleza.

É a busca de sua própria realização através do tempo que impede a generosidade. E você precisa de uma mente generosa, não só uma mente ampla, uma mente cheia de espaço, mas também um coração que dá sem pensamento, sem um motivo, e que não procura nenhum prêmio em retribuição.

Mas para dar o pouco que se tenha ou o muito que se tenha, essa qualidade da espontaneidade de saída, sem nenhuma restrição, sem nenhuma recusa, é necessária. Não pode haver meditação sem generosidade, sem bondade que é estar liberto do orgulho, nunca subir a escada do sucesso, nunca saber o que é ser famoso; o que significa morrer para o que quer que se tenha conseguido, todo minuto do dia. Apenas em tal solo fértil essa bondade pode crescer, pode florescer. E meditação é o florescimento da bondade.

J. Krishnamurti, The Book of Life
Pensamento do dia 01.05.2014


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