sábado, 7 de junho de 2014

Imagem

Sem referência

A imagem que temos ou formamos de nós mesmos e dos outros é, no geral, uma imagem idealizada/ideal ou “deformada” e, segundo esse prisma, frequentemente julgada, precipitada, “adequada” aos nossos “modelos”, “arquétipos”, interesses e conveniências...

Esta imagem invariavelmente nos divide e afasta uns dos outros e nos afasta de toda Criação e Seu propósito, ainda que reconheçamos ou admitamos.

É sobre essa imagem que nos construímos, compreendemos, reconhecemos, exigimos, edificamos..., e, consequentemente, nos confundimos, nos perdemos, nos violentamos e aos outros.

Acaso isso me ocorreu e me fez compreender muitas outras coisas relativas à minhas posturas, atitudes e “visões”. Por acaso, ainda cedo, para reconhecer os equívocos e as ilusões aos quais me prendi...

Hoje, reconheço e me aceito neste estágio de reconhecimento, ainda (e sempre) assimilando, revendo, perdoando e me modificando.

Tem sido uma experiência reveladora, purificadora, libertadora...

Do que compreendo agora, constitui um passo, alimentar a certeza de que não devo (e não me cabe) ser um espelho através do qual vejo os outros, ou através do qual os outros me veem, não devo tampouco ser, para os outros ou para mim mesma, uma imagem, “condizente” ou “destoante”...

Devo buscar ser eu mesma, e me pôr liberta de qualquer agregação, vinculação, valoração humana e culturalmente dada. 

E isto passa pela pertença e entrega a meu Ser.


Usee


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