quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O "amor"






Acostumou-se a dividir o amor
A colocá-lo em conflito
A dá-lhe nome e proveito
A permiti-lo ou negá-lo...

Acostumou-se a distinguir o amor
A apegar-se ao amor
A “matar por amor”
A odiar o/por amor...

E aprendeu-se que o amor é “coisa”
que se dá quando se recebe
e que, se recebe tem que dá...

Reivindicou/a-se que amor é sentimento,
contentamento, amizade, paixão...

E estão certos que o amor
é compaixão, fraternidade, atenção,
dispensadas em um momento, por um motivo e ocasião...

E estão muito certos..., tão certos...

Exceto de que o AMOR é AMOR,
Sem nome, sem cara, sem razão...

Usee
(Imagem do Google)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As situações, o sofrimento e o aprendizado



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A essência do sofrimento é não enxergarmos toda e qualquer situação como aprendizado...”. [ArqueiroHur]*.

"Toda e qualquer situação" quer dizer: as que criamos, com nossas atitudes e ações, e as que se instalam em nós através da permissão, da acomodação, do conformismo, da reação, produzindo o sofrimento e sua manutenção.

Criamos situações, voluntariamente, por nossas escolhas e permissões (advindos todos do querer, das atitudes e ações), ou involuntariamente, quando o externo incide sobre nós sem aviso prévio (acidentes, incidentes, supostas perdas, etc.). Entretanto, aquilo que não se pode evitar (o involuntário), pode-se observar, aceitar e compreender como aprendizado, sim! – sua fonte/origem, dentro ou fora de nós, também deve ser observada, para produzir o perdão, o rever, a aceitação desta como condição de aprendizagem e libertação...

As situações podem se constituir voluntaria ou involuntariamente, no entanto, o sofrimento só ganha solo e se mantém quando não há abertura para o aprendizado. Só através deste aprendizado acontece a revisão, o perdão a libertação da dor, pela transformação (interior e exterior) que estes desencadeiam.


Usee

* http://arqueirohur.blogspot.com.br/2014/08/o-sofrimento.html


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Permitir-se habitar pelo Amor: um exercício, um trabalho.


Postagem original em 25/06/2013


Quando o ser humano se permite habitar pelo Amor, ele abre espaço para reconhecer e compreender, em si e nos outros, o que deve ser cultivado e mantido e o que deve ser modificado e transformado.

Entretanto, mudança e transformação têm (e deve ter) ponto de partida e de chegada em cada um, individualmente, pelo esforço que se faz (e deve fazer) para rever e abandonar vícios, hábitos, crenças, valores, condutas e comportamentos que lhes impeçam de elevar-se...

Em nós, o Amor começa a ser exercido quando reparamos nossa ‘aridez’ interior e tornamos propício/fértil o Solo do Coração, para que Ele o habite...

Deixar-se habitar pelo Amor é ver-se a si e ao outro com respeito e amorosidade. É respeitar a tudo e todos, a começar por si mesmo. É olhar a si mesmo, observar-se, perdoar-se, rever-se, transformar-se, colocando-se em consonância com a Vontade Divina. É aprender a escutar o coração e suas razões. É perdoar ao outro, incondicionalmente. É se entregar ao amparo desse amor, refletindo-o nas atitudes e ações.


Vem do Amor o poder da cura, do reparo, da elevação. Vem do Amor a leveza, a simplicidade, a amizade, a doação... Então, permitir-se a Ele é um trabalho necessário para manter-nos íntegros e consoantes à Vontade do Pai.

Obviamente que o Amor, que aqui me refiro, é algo a ser vivido pela observação de sua manifestação através de toda Criação e do que Ela reflete – seja através do SER de cada um;  no que Ele dissemina, seja através dos eventos; situações, acontecimentos... –. É um trabalho, a ser aprendido, um exercício a ser feito, mediante desprendimento, doação, entrega e respeito (a si e aos outros).


Usee

"O autoconhecimento é um processo" e "Sua luta é a luta humana"


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O autoconhecimento é um processo

Assim, para compreender os inumeráveis problemas que cada um de nós tem, não é essencial que haja autoconhecimento? E esta é uma das coisas mais difíceis, autoconsciência – o que não significa isolamento, afastamento.

Obviamente, conhecer a si mesmo é essencial; mas conhecer a si mesmo não implica um afastamento da relação. E seria um erro, certamente, pensar que a pessoa pode se conhecer significativamente, completamente, integralmente, por meio do isolamento, da exclusão, ou indo a algum psicólogo, ou sacerdote; ou que se pode aprender sobre si mesmo por meio de um livro.

O autoconhecimento é, obviamente, um processo, não um fim em si mesmo; e para se conhecer, a pessoa deve estar consciente de si mesma em ação, o que é relação.


Você se descobre, não no isolamento, não afastado, mas na relação, na relação com a sociedade, com sua esposa, seu marido, seu irmão, com o homem; mas descobrir como você reage, quais são nossas reações, requer uma extraordinária vigilância da mente, uma sutileza de percepção
Krishnamurti, What Are You Doing with Your Life?



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Sua luta é a luta humana

 “Uma revolução total, enriquecedora não pode acontecer a menos que você e eu compreendamos a nós mesmos como um processo total.

Você e eu não somos indivíduos isolados, mas somos o resultado de toda a luta humana com suas ilusões, fantasias, buscas, ignorância, esforço, conflito e miséria. A pessoa não pode começar a alterar a condição do mundo sem compreender a si mesma.

Se você vê isso, há, imediatamente, uma revolução completa dentro de você, não há? Então, nenhum guru é necessário, pois o conhecimento de si mesmo ocorre de momento a momento, não é o acúmulo de boatos, nem está contido nos preceitos dos mestres religiosos. Porque você está descobrindo a si mesmo em relação com o outro de momento a momento, a relação tem um significado completamente diferente.

Relação, então, é uma revelação, um constante processo de descoberta de si mesmo e, a partir desta autodescoberta, a ação acontece. Assim, o autoconhecimento só pode chegar por meio da relação, não pelo isolamento.

Relação é ação, e autoconhecimento é o resultado da vigilância em ação”.

Krishnamurti, What Are You Doing with Your Life?


domingo, 3 de agosto de 2014

A consciência de nosso estado interior...

Postagem original em 17/12/2012
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Só temos consciência de nosso estado/condição interior, na medida em que somos postos à prova ou desafiados pelas situações, pelas atitudes alheias, pelos julgamentos, pela “carga” que o externo faz incidir sobre nós (em todos os sentidos e de todas as formas) e nos mantemos firmes no propósito e determinados ao caminho...

Do mesmo modo, só compreendemos o que nos cabe e é devido, e por onde devem ir nossas escolhas e passos, mediante o aprendizado que “estes” engendram, quando  estamos abertos a ele.

Só precisamos perceber os sinais e reconhecer nossas limitações ali, onde nos cabe rever e modificar, a fim de nos mantermos firmes...

Usee